Mostrando postagens com marcador Vinhos Verdes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vinhos Verdes. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Bacalhau e Vinhos Verdes no Desafio ao Vinho!
Olá a todos!
Semana passada, atendendo ao convite do amigo Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, participei de seu programa na TV Geração Z, em um gostoso bate papo sobre harmonização. Os alvos da vez foram pratos a base de Bacalhau e vinhos portugueses, da região dos Vinhos Verdes. O resultado você pode conferir nos dois vídeos abaixo.
Espero que gostem!
Desafio ao Vinho Parte 1
Desafio ao Vinho Parte 2
Grande abraço e até a próxima!
Marcadores:
Alvarinho,
Bacalhau,
Portugal,
Vinhão,
Vinhos Verdes
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Minho – Quinta da Aveleda
No Minho visitamos “apenas” a Quinta da Aveleda, só o maior produtor da região, e um dos maiores exportadores do ramo. Para quem não sabe, a Aveleda é responsável pelo vinho branco mais vendido do Brasil, o onipresente Casal Garcia.
Aliás, já me adiantando um pouco, Casal Garcia é um capítulo a parte, constituindo-se em um estudo de caso em termos de criação e posicionamento de marca. A marca foi criada em 1938, com o auxílio do enólogo francês Eugène Hélisse, e seu rótulo, que imita a trama de um bordado, é presença portuguesa facilmente reconhecida mundo a fora. Trata-se de um Vinho Verde leve e fresco, não safrado, ligeiramente adocicado e gaseificado, porém correto e agradável. Para entender um pouco melhor o volume que este produto representa, a Aveleda dispõe em suas instalações de quatro linhas de engarrafamento, e destas, uma esta dedicada em tempo integral ao engarrafamento de Casal Garcia. O vinho é feito durante todo o ano, com mostos que são conservados em baixa temperatura, e fermentados apenas próximo ao momento de lançar o produto ao mercado, a fim de manter seu típico frescor.
Aliás, já me adiantando um pouco, Casal Garcia é um capítulo a parte, constituindo-se em um estudo de caso em termos de criação e posicionamento de marca. A marca foi criada em 1938, com o auxílio do enólogo francês Eugène Hélisse, e seu rótulo, que imita a trama de um bordado, é presença portuguesa facilmente reconhecida mundo a fora. Trata-se de um Vinho Verde leve e fresco, não safrado, ligeiramente adocicado e gaseificado, porém correto e agradável. Para entender um pouco melhor o volume que este produto representa, a Aveleda dispõe em suas instalações de quatro linhas de engarrafamento, e destas, uma esta dedicada em tempo integral ao engarrafamento de Casal Garcia. O vinho é feito durante todo o ano, com mostos que são conservados em baixa temperatura, e fermentados apenas próximo ao momento de lançar o produto ao mercado, a fim de manter seu típico frescor.
Um pouco da história do Casal Garcia
Mas, de volta a nossa linha de raciocínio inicial, Quinta da Aveleda... A empresa, como é hoje, surgiu em meados do século XIX, quando o proprietário das vinhas, Manuel Pedro Guedes da Silva da Fonseca, decidiu ali se instalar em definitivo, e iniciou um processo de modernização das instalações, porém, existem registros da propriedade que remontam ao século XVI. O nome Aveleda não vem da família proprietária, mas sim das Velledas, profetisas germânicas da idade média, que eram sacrificadas em honra dos deuses pagãos; supõe-se que uma destas mulheres tenha feito daquela região sua morada, dando então nome ao lugar.
A Aveleda permanece até hoje uma empresa familiar, ainda em mãos da família Guedes, e como no passado contam com a consultoria de um enólogo francês, Denis Dubourdieu, mas ao contrário de tantas outras empresas familiares, nunca abriu mão do pioneirismo e da vanguarda, sempre atenta às exigências do mercado, entretanto, não perde as características da família, como por exemplo nos jardins paradisíacos da vinícola, que não estão abertos a turistas, e que são cuidados com o mesmo afinco das vinhas. Aliás, a arte e a estética são uma preocupação que pode ser observada em todas as instalações da Aveleda, sempre ricas em pequenos detalhes, ou grandes esculturas e estruturas. Os jardins são cultivados com centenas de espécies botânicas, e abrigam uma fauna variada; contam com um belo paisagismo, e com a presença de várias estruturas/esculturas que reforçam a beleza bucólica do lugar; são as folies da Aveleda, estruturas arquitetônicas sem um fim específico, além do prazer hedonístico de admirá-las. Aliás, estas folies foram a inspiração para toda uma linha de vinhos, que embora multiregionais, recebem mais destaque pelas suas uvas do que pelo seu terroir, dentro do principio de valorizar o prazer, e não as elucidações e informações do produto.
A Aveleda permanece até hoje uma empresa familiar, ainda em mãos da família Guedes, e como no passado contam com a consultoria de um enólogo francês, Denis Dubourdieu, mas ao contrário de tantas outras empresas familiares, nunca abriu mão do pioneirismo e da vanguarda, sempre atenta às exigências do mercado, entretanto, não perde as características da família, como por exemplo nos jardins paradisíacos da vinícola, que não estão abertos a turistas, e que são cuidados com o mesmo afinco das vinhas. Aliás, a arte e a estética são uma preocupação que pode ser observada em todas as instalações da Aveleda, sempre ricas em pequenos detalhes, ou grandes esculturas e estruturas. Os jardins são cultivados com centenas de espécies botânicas, e abrigam uma fauna variada; contam com um belo paisagismo, e com a presença de várias estruturas/esculturas que reforçam a beleza bucólica do lugar; são as folies da Aveleda, estruturas arquitetônicas sem um fim específico, além do prazer hedonístico de admirá-las. Aliás, estas folies foram a inspiração para toda uma linha de vinhos, que embora multiregionais, recebem mais destaque pelas suas uvas do que pelo seu terroir, dentro do principio de valorizar o prazer, e não as elucidações e informações do produto.
Algumas imagens dos belos jardins da Aveleda
A Aveleda produz hoje, além do Casal Garcia, as linhas AVA, Fonte, Quinta da Aveleda, Charamba e Follies, com vinhedos no Minho, Douro e Bairrada. Produz ainda o Brandy Adega Velha, com vinhos base do Minho, que leva o nome da adega onde as barricas do destilado repousam antes do lançamento ao mercado. Após visita às instalações e aos jardins da Aveleda, degustamos vinhos de suas diversas linhas, conforme segue:
1 – Casal Garcia Branco NV (2010)
O vinho, a lenda. Corte de Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal, frutado e floral intenso, frutas doces, off-dry, com ótimo frescor, discreta sapidez e leve agulha. Ligeira a média persistência, com sabor de beira de piscina.
3D
O vinho, a lenda. Corte de Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal, frutado e floral intenso, frutas doces, off-dry, com ótimo frescor, discreta sapidez e leve agulha. Ligeira a média persistência, com sabor de beira de piscina.
3D
2 – Quinta da Aveleda Branco 2010
Corte mais nobre, com Alvarinho, Loureiro e Trajadura, resultando em um vinho aromático, com discreta mineralidade, leve agulha, muito frescor, e algo de frutas tropicais, com média persistência.
3D
Corte mais nobre, com Alvarinho, Loureiro e Trajadura, resultando em um vinho aromático, com discreta mineralidade, leve agulha, muito frescor, e algo de frutas tropicais, com média persistência.
3D
3 – Follies Alvarinho 2010
A Alvarinho em pureza, com um mineral mais bem marcado, e fruta mais elegante, além de um discreto herbáceo e algo de ervas aromáticas. Bom frescor, alguma untuosidade e boa persistência.
3D+
A Alvarinho em pureza, com um mineral mais bem marcado, e fruta mais elegante, além de um discreto herbáceo e algo de ervas aromáticas. Bom frescor, alguma untuosidade e boa persistência.
3D+
4 – Casal Garcia Rosé NV (2010)
Obtido com as castas Vinhão, Azal Tinto e Borraçal, lembra morangos frescos, além de um leve floral, e algo de romã. Na boca, leve, fresco, com ligeira agulha, e ligeiro. Aperitivo descompromissado.
3D
Obtido com as castas Vinhão, Azal Tinto e Borraçal, lembra morangos frescos, além de um leve floral, e algo de romã. Na boca, leve, fresco, com ligeira agulha, e ligeiro. Aperitivo descompromissado.
3D
5 – Charamba 2007
Produzido no Douro, com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz. Além desta degustação, já degustei às cegas, e ele se sai sempre melhor do que seu preço nos leva a imaginar. Fruta madura, leve floral e algo de especiarias. Médio corpo, com bom frescor, taninos finos e média persistência. Meio de boca com muita fruta.
3D+
Produzido no Douro, com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz. Além desta degustação, já degustei às cegas, e ele se sai sempre melhor do que seu preço nos leva a imaginar. Fruta madura, leve floral e algo de especiarias. Médio corpo, com bom frescor, taninos finos e média persistência. Meio de boca com muita fruta.
3D+
6 – Casal Garcia Tinto NV (2010)
Novidade da Aveleda. Substituindo o tradicional Casal Garcia Vinho Verde Tinto, este é um vinho de mesa, produzido com Touriga Nacional e Tinta Roriz, e que visa atingir um mercado bem mais amplo. Afinal, encarar Vinho Verde Tinto, como eu disse antes, é tarefa para poucos. O vinho é intensamente frutado, com floral bem marcado e algo de madeira. Macio, com acidez de média para cima, e poucos e finos taninos. Bem correto e agradável.
Novidade da Aveleda. Substituindo o tradicional Casal Garcia Vinho Verde Tinto, este é um vinho de mesa, produzido com Touriga Nacional e Tinta Roriz, e que visa atingir um mercado bem mais amplo. Afinal, encarar Vinho Verde Tinto, como eu disse antes, é tarefa para poucos. O vinho é intensamente frutado, com floral bem marcado e algo de madeira. Macio, com acidez de média para cima, e poucos e finos taninos. Bem correto e agradável.
3D
7 – Follies Touriga Nacional 2007
Um Touriga bairradino, com nariz elegante e intenso a frutas negras, tostado evidente e discreto floral. Bom frescor, intenso em boca, tânico, porém macio, com média/longa persistência.
4D
Um Touriga bairradino, com nariz elegante e intenso a frutas negras, tostado evidente e discreto floral. Bom frescor, intenso em boca, tânico, porém macio, com média/longa persistência.
4D
8 – Aguardente Adega Velha
Obtido a partir de vinhos base das castas Vinhão, Azal Tinto, Borraçal e Espadeiro, destilados em alambiques Charentais, provenientes de Cognac, França, e repousado em pipas velhas de carvalho Limousin. Coloração âmbar e brilhante, complexo e intenso, com frutas secas, bagas, flores e algo de oxidativo. Boca suave e aveludada, equilibrado e longo.
4D
Obtido a partir de vinhos base das castas Vinhão, Azal Tinto, Borraçal e Espadeiro, destilados em alambiques Charentais, provenientes de Cognac, França, e repousado em pipas velhas de carvalho Limousin. Coloração âmbar e brilhante, complexo e intenso, com frutas secas, bagas, flores e algo de oxidativo. Boca suave e aveludada, equilibrado e longo.
4D
As Adegas Velhas (a instalação e o produto), e a garrafa nº 1 do nobre destilado.
A impressão geral foi bem positiva, com vinhos sempre corretos e bem feitos, dentro daquilo a que se propõem. É sempre bom visitar empresas como a Aveleda, grandes, mas sem descuidar da qualidade, preocupação primordial de todo produtor sério.
Dúvidas sobre o meu sistema de pontuação? Leia o post “Degustações e Pontuações”.
No próximo post, Douro e Porto. Espero que tenham gostado, e até lá.
Grande Abraço
Dúvidas sobre o meu sistema de pontuação? Leia o post “Degustações e Pontuações”.
No próximo post, Douro e Porto. Espero que tenham gostado, e até lá.
Grande Abraço
Marcadores:
3D,
4D,
Degustação,
Minho,
Portugal,
Portugal Wine Expert,
Vinhos Verdes
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Minho – Vinhos Verdes e Paisagens Idem
Após algumas horas de estrada, e alguns cochilos, chegamos a Peso da Régua, no coração do Douro, que seria nossa “base” no norte de Portugal. Falo um pouco mais de Peso da Régua quando chegarmos ao Douro ok? Hoje, o tema é o Minho e os Vinhos Verdes!
A típica e verdejante paisagem do Minho
O Minho é a região mais a noroeste de Portugal, tendo como limites geográficos o rio Douro ao sul, o rio Minho ao norte, ao Atlântico a oeste e a Serra do Marão ao leste. É, portanto, uma região com o clima fortemente influenciado pelo mar, e com índices pluviométricos relativamente altos (cerca de 1.200mm/ano); como resultado, a paisagem é em geral exuberante, com muito verde, daí, segundo alguns, a origem do nome de seu principal produto, o Vinho Verde.
Mas, a versão mais aceita é a de que o nome vem do fato de que os vinhos apresentam em geral uma acidez bem elevada, consequência de uma colheita ligeiramente precoce, a fim de evitar prejuízos com as chuvas em demasia. Particularmente, em me mantenho neutro na questão, e deixo você escolher a versão que mais lhe agrada...
A Região Demarcada dos Vinhos Verdes é, geograficamente, a maior do país, abrangendo praticamente todo o Minho, porém é a sexta em produção. O solo é formado, na sua ampla maioria, por formações graníticas, de baixa profundidade e consistência arenosa a franco-arenosa, além de uma natural acidez elevada, características estas que ajudam a diminuir naturalmente a produção. Esta informação pode surpreender um pouco, quando se verifica a alta produção por hectare obtida por muitos produtores, devido a intervenções no relevo e incorporação de matéria orgânica no solo.
Em função de diferenças culturais e de microclimas, a Região apresenta uma divisão em 9 sub-regiões, sendo estas: Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa. A mais reputada pela qualidade elevada de seus vinhos, produzidos principalmente a partir da casta Alvarinho, é Monção e Melgaço, região mais ao norte, próxima a fronteira com a Espanha. Os Alvarinhos ali produzidos em geral apresentam maior complexidade, elegância, estrutura, além de um marcado caráter mineral.
Falando em castas, além da Alvarinho, as principais brancas aqui são Loureiro, Trajadura, Azal, Avesso, Pedernã (Arinto) e Batoca, sendo a ampla maioria dos vinhos produzidos a partir de cortes. A Alvarinho, sendo a mais nobre e de mais difícil cultivo, costuma ser utilizada em cortes de vinhos de qualidade mais elevada, ou como varietal nos exemplares mais nobres da Região. Os Vinhos Verdes brancos são, em geral, leves, de baixo teor alcoólico, muito frescos, devido à elevada acidez, e discretamente frisantes, característica que só destaca seu frescor.
Já os tintos, são vinhos particulares, pois mesmo alguns exemplares de qualidade mais elevada são vinhos difíceis para os paladares menos acostumados. Daí por que a maior parte dos Vinhos Verdes tintos são consumidos internamente em Portugal. Já provei alguns e afirmo, a experiência é inesquecível, em função principalmente da alta acidez ali presente. As castas aqui são; Vinhão, Espadeiro, Borraçal, Alvarelhão, Rabo-de-Ovelha, entre outras.
Uma característica do Minho e o uso ainda muito disseminado de métodos de condução menos usuais, como as Uveiras, ou vinhas de Enforcado, método pelo qual 3 a 4 videiras são plantadas ao redor de uma árvore e crescem então livremente entrelaçadas ao seu tronco e galhos, os Arjões, no qual se utiliza as árvores ao redor da propriedade como suporte, por meio de cordões de arame, para o crescimento da videira, e as Ramadas, ou Latadas, estruturas horizontais, normalmente sobre caminhos de passagem ou outras culturas agrícolas. Todos estes sistemas têm como característica comum o aproveitamento de espaço, permitindo a sobreposição da cultura da vinha a outras culturas, situação muitas vezes necessária em áreas densamente povoadas como o é o Minho. Vale destacar que todos este métodos demandam escadas, dificuldades e riscos para a colheita, além de resultarem em uvas de baixa qualidade, enfim apenas curiosidades sobre a tradição.

Pela ordem, Enforcadeiras, Arjões e Latada
Para quem quiser conhecer mais a fundo esta região, inclusive dicas de turismo, recomendo o sita da CVR Vinhos Verdes. O site é bem completo e fácil de navegar. Ou ainda, você sempre tem a opção de pegar um avião e conhecer in loco, não é mesmo?
Espero que tenham gostado. No próximo post, Aveleda, maior produtor do Minho, e responsável por um dos vinhos mais vendidos no Brasil.
Grande abraço e até a próxima.
Para quem quiser conhecer mais a fundo esta região, inclusive dicas de turismo, recomendo o sita da CVR Vinhos Verdes. O site é bem completo e fácil de navegar. Ou ainda, você sempre tem a opção de pegar um avião e conhecer in loco, não é mesmo?
Espero que tenham gostado. No próximo post, Aveleda, maior produtor do Minho, e responsável por um dos vinhos mais vendidos no Brasil.
Grande abraço e até a próxima.
Marcadores:
Minho,
Portugal,
Portugal Wine Expert,
Vinhos Verdes
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
Enoturismo em Mendoza
Como parte de nossa nova parceria com a LATAM Travel Shopping Frei Caneca , teremos no mês de Novembro/2016 um imperdível tour por alguma...