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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Degustação - Viña Ventisquero

Olá a todos.
Conforme prometido no último post, seguem as notas de degustação dos vinhos da Ventisquero. Espero que gostem.

1 - Ramirana Reserva Chardonnay/Sauvignon Blanc 2008
Nova linha da Ventisquero, focada apenas em vinhos de corte, sob a responsabilidade do enólogo Alejandro Galaz. Este corte não muito comum, de Chardonnay (58%) e Sauvignon Blanc (42%), provém de vinhedos no vale de Casablanca, e apresenta uma brilhante coloração verdeal, aromas cítricos, florais, e um discreto vegetal. Na boca tem bom frescor, frutas, e uma persistência de ligeira para média.
3D

2 - Ramirana Grand Reserva Sauvignon Blanc/Gewurztraminer 2009
Falando em cortes pouco usuais, eis um bem diferente, com a leve e ácida Sauvignon Blanc (70%), atenuada e complementada pela intensa e condimentada Gewurztraminer (30%). A idéia e boa, mas o resultado ainda deixa um pouco a desejar. As uvas são provenientes do Valle de Rapel, próxima a Costa, porém mais quente que Casablanca, carecendo portanto de acidez e frescor. É um vinho aromático, de médio corpo e ligeiro.
2D

3 - Ramirana Grand Reserva Syrah/Carmenére 2007
Um bom vinho, com aromas complexos, frutas maduras e em geléia, especiarias, cacau e café, além de uma pequena nota vegetal de fundo. Na boca, boa acidez, taninos finos e média persistência.
3D

4 - Ramirana Premium 2007
Vinho principal desta linha, um corte de Syrah, Carmenére e Cabernet Sauvignon. Encorpado e complexo, com notas de tabaco, fruta madura, especiarias e tostado. Uma nota vegetal bem evidente da conta da participação da Carmenére neste blend.
4D

5 - Ventisquero Reserva Sauvignon Blanc 2009
Proveniente de Casablanca, apresenta muito frescor, com aromas cítricos e vegetais, alem de uma leve toque mineral. Na boca, muita acidez, leve, bem equilibrado, com média persistência.
4D

6 - Queulat Sauvignon Blanc 2009
Também de Casablanca. Semelhante ao anterior, com uma notinha cremosa na boca, e um retrogosto vegetal mais intenso. Um pouco mais de corpo e um pouquinho menos elegância.
3D

7 - Ventisquero Reserva Syrah 2008
Correto, com fruta madura, framboesa e especiarias. Bom frescor e taninos finos. Sobra uma pontinha de álcool.
3D

8 - Queulat Carmenére 2007
Um bom Carmenére, com frutas maduras, especiarias, e aquela notinha vegetal característica. Na boca é agradável, com taninos finos e boa persistência, mas um discreto amargor no final.
3D

9 - Queulat Pinot Noir 2008
Muito bom, com coloração típica, nariz fresco, com frutas maduras e canela. Na boca apresenta bom frescor, taninos muito finos e sedosos. Muito equilíbrio e média/alta persistência.
4D

10 - Grey Chardonnay 2008
Um Chardonnay um pouco mais maduro, do Valle de Casablanca, com frutas tropicais, baunilha, e maçã, além de um toque mineral. Boa acidez, com os aromas repercutindo na boca.
4D

11 - Herú 2007
Reproduzo aqui minhas observações sobre este vinho do post de fevereiro:
O vinho tem uma atraente coloração rubi, de média/baixa intensidade, bem típica de Pinots jovens. No nariz apresenta frutas vermelhas maduras, delicadamente entremeadas com especiarias, um perceptível toque mineral, e um agradável aporte de baunilha das barricas. Na boca ele é fresco, desdobrando-se em camadas de sabores e texturas, cremoso e sedoso. Muito equilibrado, não deixando transparecer em nenhum momento seus 14° de álcool.
5D

Espero que tenham gostado. Àqueles que ainda não conhecem, recomendo fortemente os bons vinhos da Viña Ventisquero.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".
Abraço e até a próxima.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Degustação - Pinot Noir du Valais 2007


Conforme prometido, uma degustação de um vinho suíço. A Suíça sempre produzia grandes volumes de vinhos de boa qualidade, porém, como o consumo interno e muito grande, e os produtores em geral são muito pequenos, estes vinhos não chegavam ao mercado brasileiro. Esta lacuna foi preenchida recentemente, pela importadora Vitis Vinífera, que traz ao Brasil os vinhos da Provin Valais, maior produtor daquele país. Os vinhos são de muito boa qualidade, razão pela qual em breve teremos um Wine Dinner no Olivetto Restaurante com estes vinhos.

Mas vamos ao nosso Pinot Noir...

O vinho e proveniente da região de Valais, no leste suíço, principal região produtora do país. É um típico Pinot "entry level" do Velho Mundo, com baixo teor alcoólico (13,2°), coloração rubi pouco intensa, tendendo ao atijolado, e aromas evocando frutas vermelhas frescas e maduras, porém com um leve toque de torrefação e especiarias, provenientes de um curto estágio em barricas. Na boca tem boa acidez, mostrando-se um vinho leve, fresco e ligeiro. Só sobrou um pontinha de álcool, mas sem comprometer o conjunto.

É um vinho que vai bem com aperitivos e entradas, servindo inclusive de alternativa para aqueles que não abrem mão do vinho tinto, mesmo quando o prato assim o pede.

Classifico este vinho como 3D.

Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".

Abraço a até a próxima.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Degustação - Herú 2007


Ok, sei que já é a terceira degustação seguida, mas prometo que no próximo post abordo um assunto novo.
Agora vamos ao nosso vinho de hoje. O Herú é produzido pela Viña Ventisquero no Valle de Casablanca, região chilena reconhecida pela qualidade de seus brancos e tintos à base de Pinot Noir, qualidade esta que se deve principalmente ao clima mais frio da região, que se localiza bem próxima ao Oceano Pacífico.
A Ventisquero em especial é uma vinícola relativamente jovem (foi fundada em 1998), e extremamente preocupada com a qualidade de seus produtos. Nestes 12 anos de existência a Ventisquero tem feito um trabalho meticuloso de pesquisa de terroirs, buscando as melhores áreas para a produção de cada casta, e foi este trabalho que levou ao surgimento deste vinho. O Herú é produzido de uma parcela específica do mesmo vinhedo do qual a Ventisquero produz seu Pinot Noir Gran Reserva, o Queulat, mas ao longo dos anos foi observado que aquela parcela específica do vinhedo produzia um vinho de qualidade superior, até chegar um ponto em que a qualidade era tão visivelmente superior, que não era mais possível adicionar aquele vinho ao Queulat, era preciso engarrafá-lo como um outro rótulo.
Daí o Herú 2007 que ora degustamos: O vinho tem uma atraente coloração rubi, de média/baixa intensidade, bem típica de Pinots jovens. No nariz apresenta frutas vermelhas maduras, delicadamente entremeadas com especiarias, um perceptível toque mineral, e um agradável aporte de baunilha das barricas. Na boca ele é fresco, desdobrando-se em camadas de sabores e texturas, cremoso e sedoso. Muito equilibrado, não deixando transparecer em nenhum momento seus 14° de álcool.
Ainda jovem, o Herú já demonstra grande complexidade, que acredito eu, deva aumentar com mais 3 ou 4 anos de garrafa. Um vinho que vai muito bem com carnes delicadas, como o vitelo, ou apenas com bons amigos.
Dentro de minha escala de avaliação dou a este vinho a classificação 5D.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o Post "Degustações e Pontuações".

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