domingo, 26 de setembro de 2010

2ª Feira de Vinhos Biodinâmicos


Escrevo para fazer uma pequena divulgação deste evento, que em sua segunda edição é, na minha opinião, uma grande oportunidade de degustar vinhos realmente diferenciados, sempre em contato direto com o produtor.

Esta será a segunda edição desta feira, que já foi um grande sucesso em 2008, e contara com a mais do que especial presença de Andreas Larsson, Melhor Sommelier do Mundo em 2007, como anfitrião de uma larga variedade de produtores biodinâmicos, orgânicos, biológicos e naturais.

Nos ditames da filosofia de produção biodinâmica, estabelecidos no começo do século passado por Rudolf Steiner, o vinhedo é tratado como organismo vivo e integrado no meio – o que inclui os animais que vivem ao redor, as forças da natureza, as energias do sol, as raízes, etc. Se os vinhos resultantes são superiores ou não, é uma discussão que não vem ao caso, mas com certeza são uma expressão mais autêntica do meio e do terroir em que foram produzidos. Esta feira será, sem dúvida nenhuma, uma oportunidade de confirmar esta informação.

Apenas para aguçar a curiosidade, segue uma lista dos produtores já confirmados:

Austrália
1) Castagna Vineyard
2) Cullen Vines
América do Sul
3) Vinedos Santa Emiliana
França
Alsace
4) Domaine Valentin Zusslin
5) Domaine Marcel Deiss
6) Domaine Ostertag
7) Domaine Pierre FrickBourgogne
8) Domaine de Villaine
9) Domaine Giboulot
10) Domaine Comte Armand
11) Domaine Lafarge
Bordeaux
12) Château Fonroque
13) Château Le Puy
14 ) Château Lagarette
15) Château Gombaude Guillot
16) Château La Grave
17) Domaine Moulin du Cadet
18) Domaine Ferran
Champagne
19) Champagne Fleury
20) Champagne Bedel
21) Champagne Courtin
Jura
22) Domaine André et Mireille Tissot
23) Domaine Pignier
24) Domaine de la Pinte
Languedoc - Roussillon
25) Domaine Cazes
26) Domaine du Traginer
Loire
27) Domaine de l’Ecu
28) Coulée de Serrant
29) Domaine Saint Nicolas
30) Domaine Les Chesnaies
31) Domaine Riffault
Rhône
32) Clos Du Joncuas
33) Domaine Pierre André
34) Domaine Viret

Espanha
35) Albet i Noya
36) Mas Estela

Italia
37 ) Az Agr San Fereolo
38) Az Agr San Polino
39) Colombaia
40) Loacker Tenute
41) Pian dell'Orino
42) Stella di Campalto
43) Tenuta di Valgiano
44) Foradori
Portugal
45) Casa de Mouraz

O evento, que não tem ligação com nenhuma importadora em especial, e tem apenas o objetivo de divulgar vinhos únicos, produzidos de acordo com uma filosofia própria, será nos dia 8 e 9 de novembro, na Casa da Fazenda no Morumbi, São Paulo, e maiores informações e reservas podem ser feitas pelo site http://www.stellium.com.br
Eu recomendo!!!

Abraço e até a próxima.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Degustação Zuccardi


Foto - Gustavo Kauffman www.enoleigos.com.br
Tive a oportunidade de participar de uma degustação de vinhos da Família Zuccardi, uma das maiores e mais ativas empresas da Argentina, conduzida por ninguém menos que o próprio Jose Alberto Zuccardi, proprietário e filho do fundador desta Bodega.
Fundada em 1963, a Zuccardi e bem conhecida dos brasileiros, em especial pela linha de combate Santa Julia, mas dispõe igualmente de vinhos de classe superior, na linhas Série A e Q, que serão os vinhos abordados aqui. Além dos vinhos, o próprio Jose Alberto Zuccardi é uma atração a parte, como um defensor incansável dos vinhos Argentinos e de seu posicionamento no mercado internacional. Esta postura levou a revista alemã Meiningers Wine Bussines International, mais respeitada publicação do mundo do vinho como negócio, a indicá-lo, em sua edição de julho, como a mais influente personalidade do negócio do vinho argentino.
Numa degustação promovida pela Ravin Importadora, e que visava apresentar os distintos terroirs mendocinos onde a Zuccardi produz seus vinhos (Vista Flores, Altamira, Maipu e Santa Rosa), Jose Alberto mostrou-nos alguns de seus principais produtos:
1 - Zuccardi Serie A Chardonnay/Viognier 2009
Aromas intensos de frutas tropicais, amarelas e cítricas, além de uma marcada mineralidade, sensações agradáveis, e que se repetem na boca, com uma média/longa persistência.
3D

2 - Zuccardi Q Chardonnay 2008
Aromas mais austeros, mas bem marcados, com frutas, flores, e um bem integrado toque de baunilha e tostado da madeira. Na boa falta um pouquinho de acidez, mas nada que comprometa o agradável resultado final, de um vinho untuoso, sápido e longo.
3D+
3 - Zuccardi Seria A Bonarda 2008
Agradável, com intensos aromas de frutas negras e vermelhas, em especial cassis e cerejas, além de um discreto toque de especiarias. Em boca taninos finos e bem integrados, carecendo também de um pouco de acidez.
3D

4 - Zuccardi Serie A Malbec 2008
Frutas mais maduras, como groselhas, amoras e ameixas, com toques delicados provenientes das barricas, só sobrando um pouco de álcool. Na boca levemente duro, em função dos taninos ainda jovens. Estruturado e longo, repetindo no retrolfato os aromas de groselhas.
3D

5 - Zuccardi Q Malbec 2008
Ainda jovem, com frutas frescas, chocolate, taninos finos e abundantes, acidez velada e boa estrutura. Já está muito bom, mas tem a ganhar com alguns anos em adega.
3D - 4D

6 - Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2006
Mais complexo e equilibrado, com frutos vermelhos e negros maduros, especiarias, chocolate tabaco e notas animais. Na boca é fresco, suculento, com taninos finos e robustos, longo e agradável.
4D

7 - Zuccardi Q Tempranillo 2006
Para muitos, o melhor tinto da Zuccardi, um vinho elegante e macio, equilibrado e complexo, fresco, com taninos muito finos e longa persistência.
4D

Após a degustação, para nossa agradável surpresa, ainda fomos gentilmente presenteados pela Ravin com uma garrafa do Q Malbec, devidamente assinada pelo seu "autor", que ainda permaneceu a disposição para quaisquer dúvidas.
Perguntei-lhe especificamente sobre sua opinião em relação a Malbec como origem de grandes vinhos. No entendimento de Jose Alberto, a Malbec já produz grandes vinhos porém ainda carentes de um maior potencial de guarda, mas sua aposta em especial recai sobre os blends de Malbec e Cabernet Sauvignon. Vamos aguardar o julgamento dos anos, degustando e acompanhando a evolução dos vinhos de nossos vizinhos.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o Post "Degustações e Pontuações"
Abraço e até a próxima.

sábado, 18 de setembro de 2010

"The report of my death was an exaggeration."

Retomo minhas atividades aqui com a citação do grande Mark Twain, garantindo que eu continuo por aqui, e que a despeito do longo período em que este blog permaneceu desatualizado, minhas atividades profissionais e pessoais no mundo do vinho continuaram.
Nestes quase três meses participei de alguns importantes eventos, como as feiras das importadoras Decanter e Mistral, algumas ótimas degustações, muito estudo, e o inicio do Curso de Sommelier Internacional da Associazione Italiana Sommeliers, que concluirei na Itália em Dezembro. Vou partilhar com vocês informações sobre alguns destes acontecimentos, e retomar alguns outros assuntos que deixei para trás.
Continuem acompanhando este blog!!!
Grande Abraço e até breve.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Safra 2010 no Via Gastronomia.

Olá a todos. Peço desculpas em primeiro lugar pela falta de atualização deste blog, e mesmo agora escrevo para fazer uma "meia" atualização.
Escrevi uma artigo sobre a safra 2010 dos vinhos nacionais para o site Via Gastronomia, e deixo aqui o link. Visitem o site e dêem uma olhada no artigo.
http://www.viagastronomia.com/portal/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=10&Itemid=120
Abraço e até a próxima.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Degustação - Viña Ventisquero

Olá a todos.
Conforme prometido no último post, seguem as notas de degustação dos vinhos da Ventisquero. Espero que gostem.

1 - Ramirana Reserva Chardonnay/Sauvignon Blanc 2008
Nova linha da Ventisquero, focada apenas em vinhos de corte, sob a responsabilidade do enólogo Alejandro Galaz. Este corte não muito comum, de Chardonnay (58%) e Sauvignon Blanc (42%), provém de vinhedos no vale de Casablanca, e apresenta uma brilhante coloração verdeal, aromas cítricos, florais, e um discreto vegetal. Na boca tem bom frescor, frutas, e uma persistência de ligeira para média.
3D

2 - Ramirana Grand Reserva Sauvignon Blanc/Gewurztraminer 2009
Falando em cortes pouco usuais, eis um bem diferente, com a leve e ácida Sauvignon Blanc (70%), atenuada e complementada pela intensa e condimentada Gewurztraminer (30%). A idéia e boa, mas o resultado ainda deixa um pouco a desejar. As uvas são provenientes do Valle de Rapel, próxima a Costa, porém mais quente que Casablanca, carecendo portanto de acidez e frescor. É um vinho aromático, de médio corpo e ligeiro.
2D

3 - Ramirana Grand Reserva Syrah/Carmenére 2007
Um bom vinho, com aromas complexos, frutas maduras e em geléia, especiarias, cacau e café, além de uma pequena nota vegetal de fundo. Na boca, boa acidez, taninos finos e média persistência.
3D

4 - Ramirana Premium 2007
Vinho principal desta linha, um corte de Syrah, Carmenére e Cabernet Sauvignon. Encorpado e complexo, com notas de tabaco, fruta madura, especiarias e tostado. Uma nota vegetal bem evidente da conta da participação da Carmenére neste blend.
4D

5 - Ventisquero Reserva Sauvignon Blanc 2009
Proveniente de Casablanca, apresenta muito frescor, com aromas cítricos e vegetais, alem de uma leve toque mineral. Na boca, muita acidez, leve, bem equilibrado, com média persistência.
4D

6 - Queulat Sauvignon Blanc 2009
Também de Casablanca. Semelhante ao anterior, com uma notinha cremosa na boca, e um retrogosto vegetal mais intenso. Um pouco mais de corpo e um pouquinho menos elegância.
3D

7 - Ventisquero Reserva Syrah 2008
Correto, com fruta madura, framboesa e especiarias. Bom frescor e taninos finos. Sobra uma pontinha de álcool.
3D

8 - Queulat Carmenére 2007
Um bom Carmenére, com frutas maduras, especiarias, e aquela notinha vegetal característica. Na boca é agradável, com taninos finos e boa persistência, mas um discreto amargor no final.
3D

9 - Queulat Pinot Noir 2008
Muito bom, com coloração típica, nariz fresco, com frutas maduras e canela. Na boca apresenta bom frescor, taninos muito finos e sedosos. Muito equilíbrio e média/alta persistência.
4D

10 - Grey Chardonnay 2008
Um Chardonnay um pouco mais maduro, do Valle de Casablanca, com frutas tropicais, baunilha, e maçã, além de um toque mineral. Boa acidez, com os aromas repercutindo na boca.
4D

11 - Herú 2007
Reproduzo aqui minhas observações sobre este vinho do post de fevereiro:
O vinho tem uma atraente coloração rubi, de média/baixa intensidade, bem típica de Pinots jovens. No nariz apresenta frutas vermelhas maduras, delicadamente entremeadas com especiarias, um perceptível toque mineral, e um agradável aporte de baunilha das barricas. Na boca ele é fresco, desdobrando-se em camadas de sabores e texturas, cremoso e sedoso. Muito equilibrado, não deixando transparecer em nenhum momento seus 14° de álcool.
5D

Espero que tenham gostado. Àqueles que ainda não conhecem, recomendo fortemente os bons vinhos da Viña Ventisquero.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".
Abraço e até a próxima.

sábado, 5 de junho de 2010

O Retorno! Com Viña Ventisquero!

Enfim, depois de um longo e tenebroso inverno, eis que consigo, finalmente, voltar a atualizar este blog! Aleluia!! E, conforme prometido, vou contar aqui um pouco de minha visita a Viña Ventisquero em novembro.

Fachada da Ventisquero
A visita ocorreu mediante um convite da Cantu, importadora responsável pela distribuição dos vinhos da Ventisquero no Brasil, e tinha, por parte da Ventisquero, o objetivo de apresentar melhor a proposta de trabalho da vinícola, sua cuidadosa pesquisa de microterroirs, e uma série de produtos presentes no mercado nacional.
Fundada em 1998, a Ventisquero é fruto dos investimentos do empresário Gonzalo Vidal, que já atua há algum tempo no ramo de exportação, e teve, desde o princípio, o objetivo de produzir vinhos de vanguarda, acessíveis aos mais variados mercados mundiais. Com vinhedos em Maipo, Casablanca, Colchagua, a Ventisquero produz vinhos em três linha principais, Yali, Ramirana e Ventisquero, e conta com a direção enológica de Felipe Tosso, e a consultoria do enólogo australiano John Duval, que auxilia na produção dos dois vinhos principais da vinícola, Pangea e Heru.
Após um voo tranquilo e uma noite de descanso no Hotel Holiday Inn, no aeroporto de Santiago, pegamos a estrada rumo ao Fundo Trinidad, onde ficam a maior parte dos vinhedos e a Bodega da Ventisquero. Numa visita conduzida pelo próprio Felipe Tosso, pudemos conhecer as instalações da bodega (que vocês podem ver nas fotos abaixo) e observar a preocupação com pesquisa e desenvolvimento.


Sala de Barricas e Equipamentos de separação e Desengace das Uvas

Cubas de Fermentação e Vinhedos de Trinidad

Uma curiosidade foi a foto abaixo, que mostra duas garrafas de Sauvignon Blanc deixadas ao sol, com o objetivo de estudar melhor os efeitos que a cor do vidro terão sobre o vinho e seu desenvolvimento. Conforme Felipe nos explicou, os mercados em geral pedem por vinhos brancos em garrafas transparentes, mas os resultados para o produto e sua conservação não costuma ser os melhores nesta situação... Mas como toda empresa precisa de lucro para sobreviver...



Após a visita degustamos uma série de vinhos, cujo os quais terão suas notas apresentadas em um próximo post, e seguimos para um almoço em meio aos vinhedos (nessas horas que eu odeio minha profissão...), com churrasco, saladas, choclos, e para a sobremesa chirimoias. Abaixo uma foto do terrível cenário onde ocorreu este almoço.



Com a hora já adiantada, seguimos para o Hotel em Santa Cruz, no vale do Colchagua, um belo hotel em estilo colonial, muito bem estruturado, (conta inclusive com cassino), que infelizmente sofreu sérios danos com o último terremoto. Nos acomodamos, jantamos, e no dia seguinte demos sequência a visita.
No dia seguinte, pela manhã, fomos ao Fundo Patacón, alguns dos vinhedos mais novos da Ventisquero, na região de Maipo Costa, mais próxima ao mar, e quase na "divisa" com o Vale de Colchagua. Os vinhedos de Patacón foram adquiridos, a princípio, para a produção de alguns dos vinhos mais simples da Ventisquero, o que pode ser verificado pelas parreiras conduzidas em 'latada' bem na entrada do Fundo. Porém, a qualidade do solo, e a brisa fresca que sopra continuamente do Pacífico mostraram que existe potencial para que, em breve, a Ventisquero possa produzir vinhos de alta classe a partir destes vinhedos. As fotos abaixo mostram um pouco destes vinhedos, e a última mostra o terraço onde degustamos alguns dos vinho ali produzidos. Destaque especial para uma amostra de barrica de um Merlot 2009, complexo, profundo e equilibrado, que faz parte do blend da linha Reserva, mas que em alguns anos, conforme os vinhedos envelheçam, deve passar a integrar o blend da linha de vinhos premium Grey.
Vinhedos de Carmenére em Patacón e Corte do Solo de uma videira de Merlot
Vista geral dos vinhedos de Patacón e Terraço para Degustação

Após um agradável almoço em um pequeno restaurante de culinária típica peruana, e um descanso de duas horas, nas quais dei um pulinho ao supermercado local em busca de chirimoias e Pisco (R$ 12,00 o Reserva), fomos conhecer os vinhedos da Ventisquero em Apalta, dos quais são produzidos seu vinho ícone, o Pangea, 100% Syrah. Antes de degustar o vinho principal, provamos amostras de barrica de quatro parcelas diferentes do vinhedo, todas syrah, todas dali de Apalta, e todas absolutamente diferentes umas das outras, o que nos permitiu verificar na prática o conceito de microterroirs. O Pangea em si é um Syrah profundo, complexo, cheio de nuances, e com bom potencial de guarda. Um vinho que vale a pena provar. Abaixo as fotos de Apalta, e do terraço onde degustamos e jantamos.


Foi uma visita proveitosa e instrutiva, que sem dúvida permitiu um contato mais próximo com a industria vinícola, e a verificação, na prática, de muitos conceitos que em nosso dia-a-dia estão restritos aos livros e fichas técnicas.
Espero que tenham gostado deste breve relato. No próximo post, as notas dos vinhos degustados na Ventisquero.
Abraço e até lá.

sábado, 29 de maio de 2010

Desculpas!

Estou em grande dívida com todos que tem de alguma forma acompanhado este blog. Já não o atualizo há algum tempo. Na última ocasião em que me preparava para escrever um post, contando sobre minha participação na colheita noturna da Domus Áurea, tive a triste constatação de que todas, TODAS as fotos que eu havia feito em minha última visita ao Chile haviam se perdido. Como? Mistérios da tecnologia.
Juntando-se isso a minha rotina atribulada das últimas semanas, e eis a falta de atualização do blog. Mas por favor, tenham paciência. Além de minha visita a Domus Aurea, com direito a degustação de três safras de seu vinho principal e mais algumas pérolas, tenho ainda para partilhar com vocês uma visita a Viña Ventisquero, outra a De Martino, e uma degustação de 10 grandes vinhos chilenos, por ocasião do lançamento da edição 2010 do guia Descorchados. Aguardem!!!!
Abraço a todos

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