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terça-feira, 26 de julho de 2016

Enoturismo em Mendoza


Como parte de nossa nova parceria com a LATAM Travel Shopping Frei Caneca, teremos no mês de Novembro/2016 um imperdível tour por algumas das mais destacada vinícolas de Mendoza!
Mendoza já é, há algum tempo, um dos destinos favoritos dos brasileiros que buscam aliar turismo à bons vinhos e boa comida. Ao redor dessa charmosa cidade, encontramos muitas das mais importantes bodegas argentinas, com lindas paisagens e excelentes vinhos.
Em meio a tantos roteiros que já contemplam esse destino, nosso diferencial é oferecer visitas únicas e especiais, selecionadas por mim, em alguns casos diretamente com as vinícolas, para garantir aos que nos acompanharem as melhores experiências e degustações.
O grupo contará com meu acompanhamento em todas as atividades do roteiro, e aqueles que desejarem poderão fazer desta viagem, além de um momento agradável e lúdico, uma rica experiência de aprendizado.
Nosso roteiro começa no sábado, dia 26/11, quando partimos de Guarulhos com destino à Argentina, em voo da LATAM, via Santiago. Após nossa chegada em Mendoza, no final da tarde, nos hospedaremos no Park Hyatt Mendoza, charmoso hotel 5 estrelas, no coração da cidade; com localização privilegiada, próximo aos principais pontos turísticos urbanos, o Hyatt conta com instalações de alto nível e um dos melhores casinos de Mendoza. Nessa noite, teremos um jantar de boas vindas ao grupo, já incluso no roteiro, no ótimo Bistrô M, do próprio Hyatt, ou em outro bom restaurante local.
Salentein
 Dia 27/11, domingo, dedicaremos nosso dia a conhecer o Valle do Uco. Sub-região de Mendoza, localizada mais ao sul, o Valle do Uco caracteriza-se pela proximidade com os Andes, sem a presença da zona de transição que chamamos de pré-cordilheira, logo, apresenta clima mais fresco, maior altitude, e solos muito adequados a vitivinicultura de alto nível. Aqui visitaremos a Salentein, linda bodega, que tem também uma galeria com exposições de artistas locais e internacionais, além de um ótimo restaurante, onde almoçaremos. Dali, vamos à recém inaugurada Bodega Piedra Infinita, da Zuccardi, onde, além da moderna arquitetura, poderemos desfrutar de alguns dos inovadores vinhos do jovem enólogo Sebastian Zuccardi, e seguiremos para a Vines of Mendoza, projeto que inclui vinhedos privados, resort, spa e o restaurante Siete Fuegos,  do estrelado chef Francis Malmann, onde será o nosso jantar.
Zuccardi Piedra Infinita
Nosso terceiro dia, segunda feira, 28/11, começará com a mais premiada vinícola argentina, a Catena Zapata, nas belas instalações do vinhedo La Piramide. A Catena dispensa apresentações, e tem seu proprietário, Nicolas Catena, como o único latino reconhecido pela Decanter Magazine como "Man of the Year", um dos maiores reconhecimentos que a mídia especializada pode conceder a uma personalidade do vinho. Seguiremos para a Ruca Malen, em Lujan de Cuyo, para almoçar em seu belo restaurante, focado em produtos locais e sazonais. Visitaremos ainda a Pulenta, e retornaremos ao hotel para, mais tarde, jantarmos no Azáfran, casa contemporânea do talentoso chef Pablo Ranea, onde provaremos suas deliciosas criações.
Viñedo La Piramide - Catena Zapata
Terça feira, 29/11, visitaremos a Casa El Enemigo, espeço da Bodega El Enemigo, projeto de Adrianna Catena com o enólogo chefe da Catena Zapata, o talentoso Alejadro Vigil, seguramente dos mais talentosos enólogos da atualidade; ali provaremos os vinhos ousados e elegantes de Alejandro, com meu destaque particular para os especiais resultados obtidos com a casta Cabernet Franc. A seguir, trocamos a inovação pela tradição, e visitamos a Bodega López, produtor de vinhos em um estilo tradicional, com longo envelhecimento em tonéis, e que tem em sua loja uma invejável coleção de safras antigas de seus vinhos a venda, remontando a safra de 1938.

Ainda na terça, depois da Bodega López, seguimos para o aeroporto, com destino a Buenos Aires, onde nos hospedaremos no ótimo Hotel Intercontinental, um cinco estrelas no coração da capital porteña, e faremos nosso jantar de despedida em restaurante ainda a ser definido. Passamos a noite em Buenos Aires, e retornamos a São Paulo no dia seguinte.
Todas as visitas, passagens aéreas, hospedagens, atividades e refeições descritos acima, mais os devidos traslados, estão inclusos no pacote, que tem um valor de US$ 2.189,00 em apartamento duplo, ou US$ 2.689,00 em apartamento single. As formas de pagamento são flexíveis, incluindo aí pontos Multiplus, e os lugares são limitados; não faremos grupos muito grandes, para garantir que todos possam desfrutar da melhor forma possível desse momento.
Interessou? Entre em contato com o pessoal da LATAM Travel Frei Caneca, no telefone 11 3545 4377, ou fale com o Adilson pelo e-mail adilson.santos@agentetamviagens.com.br mencionando sempre o código DAAD072016


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Harmonizando Além da Comida


"Para começar, quero deixar muito claro que tenho uma boa dose de ceticismo em relação às experiências que mencionarei neste artigo. Não pensem que abraço estas novidades com o maior entusiasmo do mundo!
Isso posto, vamos ao tema! Tenho visto com frequência abordagens pouco usuais ao tema harmonização, buscando a harmonização do vinho, e de outras bebidas, não só com o alimento, mas também com momentos. Para mencionar algumas que vi por aí, estão harmonizações entre vinho e cinema, vinho e literatura, vinho e sexo (acreditem...), porém a mais comum sempre é vinho e música.
Meu entendimento a respeito destas experiências é que são atividades mais lúdicas do que sensoriais, e que, portanto, demandam uma certa dose de disposição e imersão na experiência por parte dos participantes. Afinal, mesmo o mais inexperiente e inculto dos degustadores é capaz de verificar e apreciar a interação privilegiada que se dá entre um Porto e uma torta de chocolate, ou entre um Riesling alemão e um leitão à Bairrada, por exemplo. Mas jamais um erudito apreciador de música clássica conseguiria, a primeira audição, apreciar a harmonização entre o mesmo Riesling alemão e algumas músicas do AC-DC...
Daí minha observação, de que se trata mais de um exercício intelectual, tecendo analogias entre um e outro, no caso do vinho e música, do que um exercício sensorial, onde se sente as semelhanças e contrastes, como acontece na harmonização entre vinho e comida. No entanto, acredito que é sempre interessante estimular os apreciadores a buscarem este tipo de experiência, que em última análise pode levar a um novo olhar sobre o vinho e sobre a música, reforçando o prazer que se pode buscar em ambos.
Neste sentido, no final de dezembro a Wines of Argentina, órgão responsável pela promoção dos vinhos argentinos pelo mundo, lançou em parceria com o canal WineBar (www.winebar.com.br), uma ação diferente para promoção dos seus vinhos. Vários blogueiros, eu incluso, receberam duas garrafas de vinhos argentinos, e foram convidados a degusta-los e harmonizá-los com uma música, de uma playlist previamente selecionada. A quem possa interessar, a play list está disponível no endereço http://www.rdio.com/people/MauricioTagliari/playlists/7509948/wines_of_argentina/
A ideia era que cada blogueiro encontrasse a música que melhor combinava com seus vinhos, explicasse esta harmonização e publicasse em seu blog até o dia 10 de janeiro. As escolhas seriam avaliadas e as melhores ganharam uma viagem pelas regiões produtoras da Argentina.
Como você está lendo este artigo em pleno mês de fevereiro, já dá para supor que perdi o prazo... Mas não perdi o interesse pelo tema, e decidi seguir com minha harmonização tardia!
Se você quiser dar uma espiadinha nos detalhes da ação, com a apresentação dos vencedores e os artigos de todos os blogs, você pode encontrar estes detalhes no site do WineBar, supramencionado.
Como vocês já viram em meu último artigo por aqui, eu gosto muito do óbvio bem feito! E fui contemplado com o óbvio muito bem feito, um belo Chardonnay do Valle de Uco, da vinícola Salentein, e minha escolha musical não foi menos óbvia; tango! Salentein Reserve Chardonnay e Adios Nonino, do grande Astor Piazzola, talvez o maior compositor do gênero.
Como eu já disse, trata-se mais de uma experiência intelectual, de deixar-se levar pelo clima e buscar analogias entre o vinho e a melodia. Assim como um Malbec encorpado casa muito bem com a voz macia de Sarah Vaugh, esse Chardonnay clama por tango, clama pelos compassos que vão e vem, sobem e descem, pela dança que seduz e afasta com uma delicadeza impar.
É um vinho de início limpo e intenso, brilhante, aromático, se mostra ao primeiro gole, assim como a música de Piazzola, que já se inicia igualmente intensa, para ao longo de seus compassos buscar aquela lentidão, aquela lamúria do bandonéon, que tanto caracteriza o tango argentino, o toque quase depressivo que lhe é peculiar. Da mesma forma, alguns minutos a mais com o vinho na taça nos trazem agradáveis surpresas; não trata-se de um Chardonnay óbvio, estão lá sim os frutos tropicais maduros, como o abacaxi, está lá sim o toque da madeira, com notas de baunilha e tostado, mas é muito mais do que isso, é um Chardonnay sutíl, balanceado, complexo, com mineralidade, equilíbrio entre os diversos elementos, não só olfativos, mas também gustativos, enfim, muito além de sua nacionalidade ou de sua casta, trata-se, antes de mais nada, de um bom vinho!
O tango de Piazzola complementa e enriquece a degustação, conduz, mostra o caminho para melhor compreender e desfrutar o momento, aliás, mais do que isso, Adios Nonino, lado a lado com o vinho, constrói o momento!

E você, qual sua música favorita? Já pensou em “degusta-la” com o seu vinho favorito também? Experimente, e construa você os seus momentos."
Texto publicado originalmente no Portal Gastrovia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mallman, Don Julio e Despedidas

Tudo que é bom, tem um fim... E o nosso foi em grande estilo. Para começar, ainda em Mendoza, o jantar de sábado no restaurante 1884, do Chef Francis Mallman. O 1884 fica dentro da Bodega Escorihuela Gascón, dentro de Mendoza, e é considerado um dos melhores restaurantes da Argentina. Para começar, empanadas, as empanadas de Francis Mallman, de carne, assadas, sequinhas e levemente picantes. Para mim, as melhores da viagem, mas boa parte do grupo preferiu as empanadas de milho da Callia. Depois, um Ojo de Bife, assado na brasa, no ponto perfeito, sobre uma cama de batatas fritas fininhas e crocantes, e por fim, na sobremesa, uma sobremesa para gordos, com o sugestivo nome de Chocolate para Fanáticos, uma combinação de sorvete, mousse e bolo cremoso de chocolate, além de um bombonzinho recheado de dulce de leche; inesquecível.



Entrada do 1884 e as Empanadas
No dia seguinte, após o check out, aeroporto de Mendoza, graças a Deus funcionando normalmente, com direção a Buenos Aires, para almoçar na tradicional Parrilla Don Julio, mais uma vez em Palermo (o bairro e não o jogador). Ali, num ambiente simples e acolhedor, comi simplesmente a melhor carne de minha vida (até o momento). Três cortes, filet mignon, ojo de bife e bife ancho, no ponto perfeito, absurdamente macios e saborosos. O Filet Mignon em especial desmanchava na boca. Recomendo para todo apreciador de carnes de passagem por Buenos Aires. Em nossa última refeição não poderia faltar um bom espumante para o brinde (Alma 4, da Zuccardi, muito bom), e um bom malbec, o Malbec de los Angeles 2008, obra do Sr. Michel Rolland, do qual confesso não ser um grande admirador, mas que me surpreendeu, pela grande complexidade e maciez.

Parrilla Don Julio, só para carnívoros
Após uma parada estratégica para as compras (Simone e Marlene não poderiam deixar Buenos Aires sem compras...), seguimos novamente para o Aeroporto, já para retornar ao Brasil.
Ficou a experiência de conhecer ótimos vinhos, acompanhado de ótimos profissionais e ótimas pessoas. De modo especial, a Wines of Argentina e o CFI nos permitiram conhecer um pouco melhor a Argentina vitivinícola, além dos limites do malbec mendocino gordo e pesado que muitas vezes encontramos por aqui. Provei vinhos elegantes, complexos e surpreendentes, feitos com Malbec, mas também com outras castas, o que demonstra o vasto universo inexplorado que se encontra em nosso vizinho.


Foto "Oficial" do Grupo
Agradeço mais uma vez a Wines of Argentina e o Consejo Federal de Inversiones pelo convite e pela oportunidade.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado de me acompanhar nesta viagem. Estou neste momento retornando de um giro de 8 dias por Portugal, e logo logo conto aqui os detalhes desta outra viagem.
Grande abraço e até lá.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mendoza: 26 Bodegas em 2 Dias


Mendoza by Night

Enfim, Mendoza. Capital da Província de mesmo nome, e centro da indústria vitivinícola argentina. Ao contrario do que muitos imaginam, Mendoza é uma cidade grande e moderna, muito agradável, e provida de uma boa infraestrutura. Chegamos ao hotel (hotel nº 4) quinta feira a noite, e após um breve jantar nos recolhemos, em preparação a intensa programação do dia seguinte.
Fomos na sexta ao Valle de Uco, região mais próxima aos Andes, e com vinhedos em maior altitude, e consequentemente, mais fria. Para começar, uma visita a Masi Tupungato. Para quem não sabe, a Masi é um dos maiores produtores italianos do Vêneto, e já há alguns anos investe na Argentina, focada na produção de cortes entre as castas tradicionais vênetas e argentinas, utilizando técnicas de apassimento. A visita foi conduzida pela simpática Collen Clayton, uma americana que representa vinícolas italianas e mora na Argentina, coisas da globalização. As instalações são das mais modernas, de modo que uma bodega de grande porte consegue operar com apenas cinco funcionários, e mais alguns temporários na época da colheita. Entre os vinhos, destaque para o Corbec, corte de 70% de corvina e 30%de malbec, produzido como um Amarone, e que em breve estará no Brasil.



Instalações e vinhedos da Masi Tupungato

A seguir, Salentein. Aí sim uma GRANDE vinícola, com toda uma infraestrutura voltada ao turismo, e uma arquitetura muito caprichada. Aqui o maior destaque fica por conta do enólogo, o recém-contratado Pepe Galante, que durante 35 anos foi o responsável pelos vinhos da Bodega Catena Zapata, e que agora assumiu a Salentein. Um dos vinhos que provamos, o Numina 2009, já traz sua assinatura e estilo.


Imponentes instalações da Salentein (vista BEEEM de longe) com os Andes ao fundo
Ali mesmo, tivemos outra minifeira, com as vinícolas Atamisque, Diamandes, Finca La Celia, Tamarí e Clos de Los Siete, além dos donos da casa. Entre os vinhos degustados, que estão na integra no post “Argentina – Notas de Degustação” , destaco, além do já citado Numina, da Salentein, o Zhik 2007, da Tamarí, o Heritage Cabernet Franc, da Finca La Celia, e o sempre bem feito Clos de Los Siete, presente com as safras 2008 e 2009.
De volta ao hotel, nada de descanso. Antes do jantar, no ótimo Siete Cocinas, mais uma minifeira, agora com Doña Paula, Krontiras, Domínio del Plata, Zuccardi, Riglos, Família Bianchi e Altos las Hormigas. Destaque para os malbecs da Krontiras, que tem a marca Doña Silvina, e são todos biodinâmicos, além do sempre campeão Q Tempranillo, da Zuccardi, o ótimo Ben Marco Expressivo, da Domínio del Plata, o elegante e agradável Colonia las Liebres Bonarda, da Alto Las Hormigas, e o campeão da noite, o Doña Paula Seleccion de Bodega Malbec.
Já o dia seguinte, guardava aquela que seria, na opinião de todo o grupo, a melhor visita da semana. Mendel. A entrada desta pequena bodega engana. Simples e acanhada, com um prédio antigo, e Mendel guarda em seus vinhedos, em Lujan de Cuyo, o segredo de sua qualidade; vinhas de malbec de mais de 80 anos, plantadas em pé franco, sem enxertia. Por dentro, a vinícola é pequena, mas muito moderna e organizada. Já os vinhos, obra do jovem e talentoso enólogo Santiago Mayorga, são de cair o queixo. O pior deles já é muito bom! Começamos com um Semillon 2011, ainda turvo, não filtrado, muito complexo e equilibrado, com grande potencial. A seguir, o Lunta 2009, malbec de entrada da linha, com uma qualidade equivalente e de muitos vinhos tops por aí. Por fim, uma sequência de quatro vinhos impressionantes, para dizer o mínimo, Mendel Malbec 2008, Mendel Unus 2008, Mendel Unus 2006, e Mendel Malbec Finca Remota 2008. Difícil cravar qual deles foi o melhor. Por fim, fica como destaque a guarda da vinícola, feita pelo Bruno, um cão negro do tamanho de um bezerro, e manso como um gato, que esteve presente em nossa recepção e despedida.

Mendel, vinhos maiúsculos
Dali, seguimos para a última visita da viagem, a Finca Decero, bodega muito bonita e moderna, que recebeu-nos, inicialmente, para mais uma minifeira, agora com Pulenta, Norton, Séptima, Filus, Clos de Chacras, Kaiken, Pascual Toso e a própria Decero. Aqui muitos vinhos se destacaram, então deixo a recomendação para que vocês vejam as degustações na integra no post “Argentina – Notas de Degustação”, ok? Em nossa visita pelas modernas instalações da Decero, ficou para o final a boa surpresa, de provar junto do enólogo, amostras de barrica dos cinco vinhos que compõem o corte do Amano, top da Decero, eram estes dois malbec, de duas parcelas distintas de vinhedos, cabernet sauvignon, petit verdot e tannat. Uma curiosa e didática experiência para melhor compreender o resultado final.

Finca Decero
No próximo post conto um pouco sobre nosso último jantar, bem como o regresso a Buenos Aires.
Abraço e até a próxima.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

San Juan; Mais Empanadas, Mollejas e Ótimos Vinhos

Chegamos a San Juan por volta da 23 horas de quarta-feira, e fizemos o check in no ótimo Hotel Del Bono (hotel nº 3), onde recuperamos as energias após um agradável jantar. Na manhã seguinte, check out, e visita a Bodega Callia, uma das maiores da Província, pertencente ao grupo Salentein.


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Fomos recebidos com muita competência e profissionalismo pelo enólogo Ariel Cavalier, que mostrou-nos todas as belas instalações da vinícola, e depois conduziu-nos a uma sala de degustação imponente, com uma grande mesa de pedra, no subsolo da bodega, onde pudemos provar os bons vinhos da Callia, com especial destaque para o sempre excelente Callia Magna Syrah, e o Grand Callia, seu vinho principal.



Reservatório para irrigação e sala de degustação da Callia


Depois, um almoço informal, em formato de coquetel, com mais algumas empanadas, a de milho, para muitos, foi a melhor da viagem, e as tais da mollejas, uma glândula bovina, responsável pela produção da saliva. Acreditem não sou nem de longe fã de miúdos de qualquer natureza, mas as mollejas são muito saborosas, vale se arriscar.
Seguimos então para a vizinha Casa Montes, onde faríamos a mais completa degustação da viagem, provando nada menos do que 17 vinhos, simplesmente todo o portfólio da vinícola. Em primeiro lugar, só para esclarecer, a Casa Montes não tem nenhuma ligação com a chilena Viña Montes, ok?
Os vinhos surpreenderam, com destaque para o Torrontés 2011, ainda uma amostra de tanque, e que foi o melhor branco desta casta que eu já provei, um curioso corte de syrah e tannat, da linha Ampakama, o Cabernet Franc da linha Don Baltazar, muito bom, além do vinho top da vinícola, que ainda não está no mercado, e que deve levar o nome de Casa Montes, um corte de Malbec, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot, complexo e com muito potencial.


Instalações da Casa Montes


O que ficou evidente em San Juan é o grande potencial que outras castas além da Malbec, em especial a Syrah, tem naquele terroir, por certo uma agradável alternativa ao tradicional malbec mendocino presente em nosso mercado. Lembrando que as notas de degustação de todos os vinhos estão no post “Argentina – Notas de Degustação”.
Por fim, uma visita protocolar a sede do Governo da Província de San Juan, afinal, o CFI, órgão que, em parceria com a Wines of Argentina, pagou pela viagem, é um conselho vinculado aos governos de todas as províncias argentinas. Fomos muito bem recebidos pelo “Ministro del Desarrollo” (algo como nossos Secretários Estaduais), e seguimos para mais 200 km, rumo a Mendoza, maior região produtora de vinhos da Argentina.
No próximo post conto mais. Abraço e até lá.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Rumo a Chilecito!!!





No dia seguinte, terça feira, check out e saída para o aeroporto, para pegar um voo até La Rioja, e daí seguir por mais três horas de ônibus até a cidade de Chilecito, porém, nem nós nem a Wines of Argentina poderíamos superar a indomável fúria da mãe natureza. Por conta das cinza expelidas pelo vulcão chileno Puyehue, os aeroportos da capital estavam fechados para pousos e decolagens. Como o próximo voo para La Rioja seria apenas dois dias depois, saímos dali mesmo, da porta do Aeroporto, para uma jornada de 1.300 Km em um micro-ônibus. A principio, a expectativa era de 12 horas de viagem, houve até quem falasse em 10 horas! Ledo engano, foram inacreditáveis 18 horas!! Só quem já passou por uma viagem tão longa pode compreender o quão desgastante pode ser. E a tortura ainda foi intensificada por uma peculiaridade Argentina; suas estradas são quase que em linha reta, em plena planície, e praticamente sem qualquer posto e/ou habitação a beira da estrada. Consequentemente, não importa o que você faça, dormir, ler, conversar; ao olhar para fora, a impressão é de que não saímos do lugar.



A pizza de Cosquin



Almoçamos em algum lugar depois da cidade de Rosário, uma empanada um pouco oleosa, mas com um recheio de carne e cebolas caramelizadas bem interessante, e um cheese-salada simples, mas bem gostoso, acompanhado de uma Cerveza Quilmes bem gelada... Pois é, sommelier não vive só de Foie Gras e Bordeaux Premier Cru Clasée, infelizmente... No jantar, parada em Cosquin, depois de Córdoba, para uma pizza de massa alta meio suspeita, mas aquela altura do campeonato imbatível, e mais seis horas até nossa chegada em Chilecito, às 5 da manhã de quarta. Ficamos no melhor hotel da cidade (hotel nº 2), e segundo informações, o único, onde faltou água quente e calefação eficiente, mas tudo bem, o importante era ter chego a algum lugar...


Chilecito, enfim!


Depois de algumas horas de descanso seguimos para a Cooperativa La Riojana, no centro de Chilecito. A La Riojana e responsável por mais de 70% da produção de vinhos da Província de La Rioja, e é focada basicamente em vinhos jovens e varietais. As instalações são amplas, porém bem antigas, como vocês podem ver nas fotos, mas os vinhos são mais corretos e agradáveis do que as imagens podem nos levar a supor, conforme vocês podem verificar no post “Argentina – Notas de Degustação”.



Instalações da Copperativa La Riojana



Vinho e Empanadas, Dieta Equilibrada


Dali, depois de degustar alguns vinhos a comer algumas empanadas (assadas, bem sequinhas, com destaque para a de carne), seguimos para nossa segunda visita do dia, já na saída da cidade, na Valle de La Puerta.
Aqui os vinhos já eram superiores e mais bem acabados dos que os da Riojana, com destaque para o Reserva Bonarda e o Corte Gran Reserva, porém o grande destaque fica por conta dos azeites, varietais de elevada qualidade, cuja produção pudemos acompanhar ao vivo. Uma experiência bem curiosa.

Olivais da Valle de La Puerta




Tecnologia na produção de azeites e vinhos


Então, estrada! Isso mesmo, sem almoço, mais 600Km rumo a província de San Juan, mais 7 horas, que nem pareceram tão longas assim...


No próximo post, a vinícolas de San Juan. Grande abraço e ate lá.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Polvo, Tango, Frio e Altitude





E lá estávamos em Buenos Aires, no Aeroparque, as margens do Rio de La Plata, prontos para uma semana intensa. O grupo convidado pela Wines of Argentina era composto por nove pessoas, sendo estas o consultor, restauranteur e jornalista Paulo Ferreti, do Tre Ristorante e Lagar Consultoria, Simone Vaz, do Hotel Unique, Marlene Souza, do Le Pre Catelan, Vinícius Rangel, do Garcia & Rodrigues, Jocinei Melo, da Santa Adega, Alan Rocha, do Sabores Portugueses, Samuel de Oliveira, do Ostradamus e Fábio Gagliotto, da Adega Bonna Mania, além deste humilde escriba...
Após o Check In no hotel (hotel nº 1), seguimos para nossa primeira refeição, no tradicional Miramar, no centro da capital. Um restaurante antigo, simples e rústico, com um cardápio de sugestões em papel sulfite preso a uma tábua, que vocês podem ver nas fotos, porções fartas e sem frescura. Comida do dia-a-dia. Nada melhor para começar a “aclimatação”! Provei o Pulpo Galego da foto abaixo. Um polvo muito bem cozido, fartamente temperado com azeite e páprica, guarnecido de batatas cozidas, grandes e inteiras, apenas descascadas. Nada do outro mundo, mas muito gostoso.


O curioso cardápio e o Pulpo Galego do Miramar

A agradável surpresa ficou por conta do vinho; pedimos um Benegas Syrah, e para nossa surpresa a garrafa disponível era da safras 2002. Aparentemente a conservação não era das melhores, mas decidimos arriscar mesmo assim. Embora a criatura já estivesse começando a descer a ladeira, estava muito bom, evoluído, muito macio e complexo. Uma opção interessante de tinto para acompanhar meu polvo.
A seguir, programa de turista, com city tour por San Telmo, Caminito, La Boca, monumentos nacionais e alguns cochilos. O momento mais especial ficou por conta da passagem pelo estádio La Bombonera, lar do Boca Juniors, onde estava ocorrendo um partida muito especial. Naquele dia se despedia dos gramados o atacante Palermo, grande ídolo da torcida argentina pelos muitos gols que fez, e grande ídolo da torcida brasileira, pelos muitos gols que perdeu; afinal quem não se lembra daqueles três, isso mesmo, TRÊS pênaltis desperdiçados por Palermo em uma única partida contra o Brasil? Fica aqui nosso agradecimento e desejo de que o futebol argentino possa formar muitos artilheiros e batedores de pênaltis com este. Valeu Palermo!!!


Martin Palermo, Ídolo de duas nações!!!


À noite, ainda um programa turístico, com um show de Tango no tradicional Café de los Angelitos, muito bom, eu recomendo, só músicos e dançarinos profissionais, nada de pernas de pau dedicados e tirar alguns trocados dos turistas, coisa boa mesmo...


Bife de Chorizo e Tango, Alma Argentina


No dia seguinte, demos início aos trabalhos oficiais, com um seminário apresentado por Paz Levinson, melhor sommelier argentino em 2010, a respeito das diversas regiões da Argentina, com especial destaque para Salta e Patagônia, as regiões vinícolas que não teríamos a oportunidade de visitar naquela viagem. Levinson fez um completo panorama sobre a vitivinicultura de seu país, inclusive mencionando novas fronteiras de produção que começam e despontar nos departamentos de Buenos Aires e Santa Fé. Ambas as regiões, Salta e Patagônia, gozam de climas áridos. A Patagônia, ao sul, é mais fria, o que permite vinhos mais elegantes, bons espumantes, além de um bom desenvolvimento de castas de clima frio, como a Pinot Noir. Já Salta, tem como principal característica a altitude, com vinhedos que chegam até 3.100msnm. Tanta altitude, aliada a uma boa insolação e solos pobres, resulta em baixa produção de uvas, com bagos pequenos, e cascas grossas, o que leva a vinhos intensos e concentrados, de elevada qualidade.
A seguir, tivemos uma minifeira, apenas com produtores de Salta e Patagônia, visando um melhor conhecimento de seus produtos. As vinícolas presentes eram, Bodega del Fin del Mundo e Família Schroeder, de Neuquén, Patagônia, Bodega del Desierto, de La Pampa, também Patagônia, e Tukma, Félix Lavaque, El Esteco e El Porvenir, todas de Cafayate, Salta. Meu destaque especial fica por conta dos dois Torrontés da Tukma, incluindo um Gran Reserva fermentado e maturado em carvalho, o Corde Caldén, da Bodega del Desierto, muito bom, além do bom nível dos vinhos da Família Schroeder, todos acima da média. As notas completas de todos os vinhos degustados estão no post “Argentina – Notas de Degustação”.
À noite, um pulo até Palermo (o bairro, não o jogador) para um jantar em um dos melhores restaurante de Buenos Aires, o Casacruz. Ótimo ambiente e excelente comida, vale a visita. Até então, só diversão, boa comida, bons vinhos, muito conforto... Mas nada podia nos preparar para o dia seguinte...
Mas isso já é tema para o próximo post.
Abraço e até a próxima.

sábado, 25 de junho de 2011

Crônicas de Uma Jornada Argentina Adentro



2000 km em um micro- ônibus! Pode parecer insanidade, mas foi um dos mais ricos e proveitosos momentos de aprendizado que tive. Mediante um convite da Wines of Argentina, tive a oportunidade de conhecer mais a fundo os vinhos e as regiões de nosso vizinho, compreendendo melhor suas peculiaridades, e observando de perto o profundo respeito e interesse que grande parte de seus produtores tem pelo mercado brasileiro.
Com um grupo de nove profissionais de São Paulo (capital e interior), Rio de Janeiro e Florianópolis, cheguei a Buenos Aires no último dia 12, durante uma breve trégua por parte das cinzas vulcânicas que ainda estão atrapalhando os voos por lá, preparado para uma intensa programação, que envolveu palestras, degustações, minifeiras, visitas a bodegas, quatro hotéis diferentes, alguns dos melhores restaurantes argentinos (incluindo a melhor carne que eu já comi na minha vida), muito Malbec, muita Torrontés, muitas castas menos comuns em nosso mercado, algumas decepções, e os tais dos 2000 km de micro-ônibus.
São muitas história e muitos vinhos para compartilhar, e que farão parte de uma série de posts, incluindo um com todos os vinhos degustados nesta viagem e suas notas.
Então aproveitem, e embarquem comigo nesta longa viagem pelo vinho argentino.

Até a próxima.

Argentina - Notas de Degustação

Seguem aqui as notas de degustação de todos os vinhos que provei na Argentina. Mais detalhes sobre esta viagem podem ser encontrados nos próximos posts.

Salta e Patagônia

Bodega del Fin del Mundo (Neuquén-Patagônia)
- Reserva Chardonnay 2010
Agradável e típico. 3D
- Reserva Malbec 2009
Chocolate e fruta madura, com taninos finos e longa duração, leve amargor. 3D
- FIN Pinot Noir 2008
Elegante, mas com uma pontinha de álcool. Taninos delicados. 3D
- Special Blend Reserve 2007
Intenso, ainda fechado, madeira bem marcada, taninos finos. 3D

Bodega Tukma (Cafayate-Salta)
- Tukma Torrontés Reserva 2010
Leve vegetal, ervas frescas, tomilho, algo mineral, bom frescor. 4D
- Tukma Gran Reserva Torrontés 2010
Macio e longo, amanteigado, fruta bem marcada, entremeada por notas da madeira. 3D
- Tukma Malbec Reserva 2009
Fruta intensa, pimenta do reino, taninos finos, longo. 4D

El Porvenir de los Andes (Cafayate-Salta)
- Laborum Torrontés 2010
Mineral e floral; em boca, sápido e fresco. 3D
- El Porvenir 2005
Complexo e encorpado. Longo. 4D

Felix Lavaque (Cafayate-Salta)
- Félix Torrontés 2010
Off-dry, acidez insuficiente, leve amargor e álcool. 2D
Quara Reserva Torrontés 2010
Mais fresco e agradável, mas com o álcool ainda aparente. 3D
Félix 2007
Complexo e equilibrado, com ótima estrutura. 4D

Bodega El Esteco
- Don David Torrontés Reserva 2010
Boa fruta e frescor, com média/longa persistência. 3D
- Altimus 2007
Nariz intenso, com frutas negras, especiarias, tostados. Fino e longo. 4D

Bodega del Desierto (Alto Valle del Rio Colorado-La Pampa-Patagônia)
- Desierto 25/5 Sauvignon Blanc 2010
Muito fresco e cítrico, com discreto toque mineral. 3D
- Desierto 25/5 Malbec 2007
Verde, pirazina, algo rústico. 2D
- Desierto 25/5 Corte Caldén 2006
Muita especiaria, longo, amplo em boca, com finos e abundantes taninos. 4D
- Desierto Pampa 2006
Intenso, fino, com longa persistência. 3D

Família Schroeder (Neuquén-Patagônia)
- Saurus Pinot Noir Barrel Fermented 2008
Delicado, longo e de grande complexidade. 3D+
- Saurus Select Malbec 2007
Mais elegante e fresco que a média dos malbecs. 3D+
- Saurus Select Cabernet Sauvignon 2007
Muito agradável e equilibrado. 3D+
- Família Schroeder 2005
Diferente, corpo médio/alto, com longa persistência. 3D+

La Rioja

Cooperativa La Riojana (Valle de Famantina)
- Santa Florentina Torrontés Riojano 2011
Intensamente floral e frutado, sweet point, fresco e agradável, com notas de melão e pêssego branco. 3D
- Raza Malbec 2011
Fruta madura, baunilha, macio, com poucos taninos. Médio corpo. 3D
- Raza Reserva Malbec 2010
Fruta em geleia, madeira bem marcada, chocolate, tostado intenso, com poucos taninos e leve amargor. 3D
- Santa Florentina Torrontés Dolce (versão mercado americano)
Aromas de fermento, cerveja, doçura equilibrada, leve amargor e mousse grossa e rústica. 1D
- Santa Florentina Torrontés Dolce (versão mercado europeu)
Aromas mais agradáveis, porém discretos, mousse igualmente rústica. 2D

Bodega La Puerta (Valle de Famantina)
- La Puerta Alta Torrontés 2010
Fruta e florais intensos, fresco, macio e ligeiro. 3D
- La Puerta Cabernet Sauvignon 2010
Frutas vermelhas, leve álcool e amargor, taninos ligeiramente rústicos. 2D
- La Puerta Syrah 2010
Discreto vegetal, especiarias, taninos finos e média persistência, com bom frescor. 3D
- La Puerta Alta Malbec/Bonarda 2009
Notas empireumáticas, elegante, persistência média-. 3D
- La Puerta Reserva Bonarda 2007
Empireumático e floral, elegante, macio, fino e com boa persistência. 3D+
- Gran Reserva 2007
Especiarias, baunilha e tostado, médio/encorpado, taninos finos, bom frescor, média/longa persistência. 4D

San Juan

Bodega Callia (Valle de Tullum)
- Callia Reserve Torrontés 2010
Floral, típico e expressivo, com melão e pomelo. Fresco e macio, com leve álcool. 3D
- Callia Reserve Malbec 2010
Intenso e macio, com taninos redondos e média persistência. 3D+
- Callia Magna Shiraz 2009
Austero, com fruta intensa, torrefação e especiarias, longo. Precisa de algum tempo em garrafa. 4D
- Grand Callia 2008
Fruta madura, madeira bem integrada, rosas, especiarias doces, boa acidez. Meio de boca macio, com muita fruta e baunilha. Longo e fino. 4D+

Casa Montes (Valle de Tulum)
- Ampakama Chardonnay 2010
Fresco, cítrico, com abacaxis frescos, boa acidez e maciez, média persistência. 3D
- Ampakama Viognier 2010
Mais fresco e mais cítrico que o chardonnay, com algo de frutas brancas e notas florais. 3D
- Ampakama Torrontés 2011 (amostra de tanque)
Muito aromático, floral intenso, lichias e pêssegos. Fresco, discreta sapidez, boca limpa e macia, com média persistência. 4D
- Don Baltazar Chardonnay/Viognier 2010
Bom frescor, com pera fresca e flores brancas. Corpo médio +, madeira bem colocada. 3D+
- Ampakama Cabernet Sauvignon 2010
Fruta madura, leve baunilha, médio corpo, taninos finos e abundantes. 3D
- Ampakama Syrah 2010
Mais austero que o Cabernet, pimenta e noz moscada, fino, com média persistência. 3D
- Ampakama Syrah/Tannat 2010
Nariz agradável, com fruta bem madura, quase geleia, bom corpo, com finos taninos. 3D+
- Ampakama Malbec 2010
Agradável e macio, ameixa, bom frescor e médio corpo. 3D
- Ampakama Malbec/Merlot 2010
Fruta intensa, doce, fresco e aveludado, média/longa persistência, fino e macio. 3D
- Ampakama Intenso Malbec 2009
Discreto vegetal, mentol, macio, média/longa persistência, agradável baunilha. 3D
- Ampakama Intenso Cabernet Sauvignon 2009
Cassis, leve especiaria, taninos finos e abundantes, agradável, média/longa persistência. 3D+
- Don Baltazar Syrah 2008
Intenso, com madeira bem marcada em boca, taninos finos e média persistência. 3D
- Don Baltazar Cabernet Franc 2008
Fresco, frutado e floral, com boa estrutura e elegância. Agradável, com média/longa persistência. 4D
- Don Baltazar Petit Verdot 2008
Fruta em compota, baunilha, boca intensa, com taninos finos e abundantes. 3D+
- Alzamora Malbec 2007
Pleno, macio e equilibrado, com bom frescor, leve mentol. 4D
- Alzamora Syrah 2007
Bom corpo, macio, com madeira bem presente. 3D+
- Casa Montes 2007 (amostra de barrica)
Fruta intensa, complexo, com especiarias e baunilha, fresco, macio e longo, com taninos muito finos. 4D

Mendoza

Masi Tupungato (Valle de Uco)
- Paso Blanco Pinot Grigio/Torrontés 2010
Muito fresco, com os aromas da torrontés evidentes, leve e agradável, média persistência. 3D
- Paso Doble Malbec/Corvina 2009
Fruta bem madura, tostado e especiarias, leve sapidez, fresco, taninos finos e média/longa persistência. 3D+
- Paso Doble Malbec/Corvina 2008
Perfil aromático um pouco mais evoluído, com discretas notas oxidativas; na boca, mais fruta, limpo, média/longa persistência. 4D
- Corbec 2008 Corvina/Malbec
Fruta em conserva, floral e balsâmico, geleia, longo e macio, com taninos muito finos. 5D

Feira Salentein
Bodega Atamisque
- Catalpa Chardonnay 2010
Frutas tropicais e abacaxi em calda, com boa acidez e média persistência. 3D
- Catalpa Malbec 2009
Frutado, agradável, fresco e fino. 3D
- Atamisque Malbec 2008
Coloração intensa, nariz com fruta madura e madeira marcada. Médio/Encorpado, com taninos bem integrados. 3D+

Diamandes de Uco
- Diamandes de Uco Chardonnay 2010
Baunilha, frutas amarelas e ervas aromáticas. Persistência média/longa. 3D
- Diamandes de Uco Malbec 2010
Fruta intensa, com especiarias e leve floral. Taninos um pouco jovens. 3D

Salentein
- Salentein Reserve Pinot Noir 2009
Fruta fresca, sedoso, agradável e fresco. 3D
- Kilka Malbec 2009
Fruta madura, com notas discretas da madeira e finos taninos. 3D
- Numina 2009
Complexo, frutas, café, especiarias e ervas, com bom corpo, finos taninos e longa persistência. 4D+
Finca La Celia
- La Celia Reserva Malbec 2009
Bem típico, com bom frescor. 3D
- La Celia Elite 2009 (65%Malbec/35%Tannat)
Intenso, tostado e defumado, frutas negras, taninos finos e abundantes. 4D
- Heritage Cabernet Franc 2007
Elegante e fresco, com frutas maduras, taninos finos e bom corpo. 4D

Tamarí
- Tamarí Reserva Malbec 2010
Nariz fino, com muita fruta vermelha madura, macio, com média acidez e taninos finos. 3D
- Tamarí AR Malbec 2007
Coco queimado, mais frescor, bem macio, média/longa persistência. 3D+
- Zhik 2007
Madeira bem integrada e muita fruta. Longa persistência. 4D

Clos de Los Siete
- Clos de Los Siete 2009
Aroma intenso e complexo, off-dry, macio, com taninos presentes, longo. 3D+
- Clos de Los Siete 2008
Nariz mais fino, também off-dry, bom meio de boca, mais intenso, longo. 4D

Feira Executive Hotel
Krontiras
- Doña Silvina Rosado Malbec 2009
Fresco, morangos, leve amargor e média persistência. 3D
- Doña Silvina Malbec 2008
Frutado e concentrado, com taninos finos e abundantes e madeira bem marcada. 3D
- Doña Silvina Reserva Malbec 2007
Complexo, macio, fresco e longo, com um final de boca muito agradável. 4D

Doña Paula
- Doña Paula Estate Sauvignon Blanc 2010
Cítrico, com um leve vegetal, muito fresco, com média/longa persistência. 3D+
- Doña Paula Estate Malbec 2010
Nariz fino, complexo e aromático, agradável, macio e longo. 4D
- Doña Paula Seleccion de Bodega Malbec 2007
Fruta bem madura e madeira bem integrada, macio, fresco e longo. Muito bom. 5D

Domínio del Plata
- Susana Balbo Signature Malbec 2009
Intenso, tostado bem marcado, agradável em boca, taninos equilibrados. 4D
- Ben Marco Expressivo 2008
Complexo, muito fruta escura, longo, fino e agradável. 4D+
- Susana Balbo Torrontés Cosecha Tardia 2010 (Virtuoso Branco)
Nariz muito gosto, com flores, pêssegos e mel. Agradável doçura e untuosidade, apenas faltando um pouquinho de acidez. 3D+

Zuccardi
- Série A Bonarda 2009
Elegante, fresco e aromático, com média/longa persistência. 3D+
- Q Tempranillo 2007
Muito bom... Equilibrado e longo. 4D
- Zeta 2007
Nariz fino e intenso, muita fruta, baunilha, muito frescor e boa estrutura, com longa persistência. 4D

Riglos
- Riglos Gran Malbec 2008
Mineral, mais fruta na boca, fino, longo e agradável. 3D+
- Riglos Gran Cabernet Sauvignon 2008
Fruta sobre madura, redondo, taninos doces, longo e estruturado. 4D
- Riglos Gran Corte 2007 (Malbec/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc)
Muito elegante em boca, macio, com bom potencial de guarda. 4D

Família Bianchi
- Família Bianchi Malbec 2009
Frutas frescas, médio corpo e média/longa persistência. 3D
- Enzo Bianchi Grand Cru 2007 (85%Cabernet Sauvignon /8%Malbec/7%Petit Verdot)
Complexo e encorpado, muito macio e agradável. 4D

Altos Las Hormigas
- Colonia Las Liebres Bonarda 2009
Muito fresco e frutado. Leve e agradável. 4D
- Altos Las Hormigas Malbec UCO 2009
Nariz fino, agradável, leve, macio, média/longa persistência. 3D+
- Altos Las Hormigas Malbec Reserva 2008
Nariz elegante e intenso, longo, com taninos muito finos. 4D

Visita Mendel
- Mendel Semillon 2011
Amostra de tanque não filtrada, abacaxi, ervas, cítricos, floral e cera de abelhas. Fresco, macio, muita fruta e equilíbrio, média/longa persistência. 4D
- Lunta Malbec 2009
Muita Fruta Madura, agradável, encorpado e estruturado, intenso, taninos finos, longo. 4D
- Mendel Malbec 2008
Complexo e intenso, tostado, balsâmico, amplo, muitos e finos taninos. Uau! 5D
- Mendel Unus 2008
Linda coloração, muito brilho, complexo e elegante, bom corpo e ótimo frescor, taninos finos, longo, agradável e harmônico. 5D
- Mendel Unus 2006
Bela cor, fruta mais intensa, floral, madeira mais bem integrada, muito intenso em boca, taninos finos, muito longo. 5D
- Mendel Malbec Finca Remota 2008
Nariz mais fino, com toffe, fruta em geleia, na boca frutas mais frescas, taninos muito bem integrados, muito longo. 5D

Feira Finca Decero
Pulenta
- Pulenta Estate Sauvignon Blanc 2011
Fruta intensa e delicada, melão, limão siciliano, fresco e gostoso, com média/longa persistência. 3D+
- Pulenta Gran Cabernet Franc 2008
Mineral, floral, fruta fresca, encorpado e elegante, com um discreto amargor, longo. 3D+
- Pulenta Gran Corte 2008
Nariz delicado e complexo, bom corpo, muita fruta, leve mineral e longa persistência. 4D

Norton
- Norton Reserva Malbec 2008
Macio, frutado e típico. Média persistência. 3D
- Perdriel Coleccion Cabernet Sauvignon 2007
Fruta, especiaria e pimentão, bom corpo, finos taninos e média/longa persistência. 4D
- Privado 2008
Nariz um pouco mais intenso, boa fruta, leve tostado, leve amargor, taninos finos e média/longa persistência. 3D+

Bodega Séptima
- Séptimo Dia Cabernet Sauvignon 2009
Leve mineral, boa fruta, algo de floral, elegante e agradável. 4D
- Séptima Gran Reserva 2009 (Malbec/Cabernet Sauvignon/Tannat)
Bom nariz, amplo em boca, taninos finos, agradável. 3D+

Filus
- Filus Malbec 2010
Agradável, com boa fruta e taninos finos, mas falta um pouco de acidez. 3D
- Filus Reserve 2009
Mais complexo, com algo de especiarias e ervas, macio, com média persistência. 3D+

Clos de Chacras
- Cavas de Crianza Malbec 2008
Um pouco verde, mas agradável, arruda, menta, fresco e de médio corpo. 3D+
- Clos de Chacras Cabernet Sauvignon 2008
Fruta mais fresca, pimenta negra, leve vegetal, boa boca, retrogosto agradável. 4D
- Gran Estirpe 2006
Boa Complexidade, boa boca, com taninos finos e média/longa persistência. 4D

Kaiken
- Kaiken Corte 2008 (80%Malbec/18%Bonarda/2%Petit Verdot)
Aromático e fresco, médio, fino e agradável. 3D+
- Kaiken Ultra Malbec 2009
Fruta fresca, agradável, macio, fresco, média/longa persistência. 3D+
- Kaiken Ultra Cabernet Sauvignon 2008
Nariz mais intenso, fruta madura e tostado, caramelo, fresco, agradável e equilibrado, com taninos finos e abundantes, longevo. 4D

Pascual Toso
- Pascual Toso Cabernet Sauvignon Reserva 2008
Nariz delicado, fresco, agradável e macio, boa fruta. 3D+
- Pascual Toso Alta Reserva Syrah 2007
Especiarias e boa fruta, bom corpo, leve amargor, longo e agradável. 3D+
- Pascual Toso Single Vineyard Finca Pedregal 2006
Complexo, balsâmico, muito macio, fresco, longo e agradável. 4D

Finca Decero
- Decero Malbec 2009
Floral e frutado, fresco, médio corpo, muito agradável. 3D+
- Decero Cabernet Sauvignon 2008
Nariz delicado, complexo, frutas, especiarias e baunilha. Bom ataque e bom corpo, fino e longo. 4D
- Decero Amano 2008 (64%Malbec/30%Cabernet Sauvignon/4%Petit Verdot/2%Tannat)
Complexo e bem integrado, frutas, flores, madeira e tostados, bom corpo, fresco, longo e fino. 4D+

Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".
Grande Abraço e até a próxima.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Degustação Zuccardi


Foto - Gustavo Kauffman www.enoleigos.com.br
Tive a oportunidade de participar de uma degustação de vinhos da Família Zuccardi, uma das maiores e mais ativas empresas da Argentina, conduzida por ninguém menos que o próprio Jose Alberto Zuccardi, proprietário e filho do fundador desta Bodega.
Fundada em 1963, a Zuccardi e bem conhecida dos brasileiros, em especial pela linha de combate Santa Julia, mas dispõe igualmente de vinhos de classe superior, na linhas Série A e Q, que serão os vinhos abordados aqui. Além dos vinhos, o próprio Jose Alberto Zuccardi é uma atração a parte, como um defensor incansável dos vinhos Argentinos e de seu posicionamento no mercado internacional. Esta postura levou a revista alemã Meiningers Wine Bussines International, mais respeitada publicação do mundo do vinho como negócio, a indicá-lo, em sua edição de julho, como a mais influente personalidade do negócio do vinho argentino.
Numa degustação promovida pela Ravin Importadora, e que visava apresentar os distintos terroirs mendocinos onde a Zuccardi produz seus vinhos (Vista Flores, Altamira, Maipu e Santa Rosa), Jose Alberto mostrou-nos alguns de seus principais produtos:
1 - Zuccardi Serie A Chardonnay/Viognier 2009
Aromas intensos de frutas tropicais, amarelas e cítricas, além de uma marcada mineralidade, sensações agradáveis, e que se repetem na boca, com uma média/longa persistência.
3D

2 - Zuccardi Q Chardonnay 2008
Aromas mais austeros, mas bem marcados, com frutas, flores, e um bem integrado toque de baunilha e tostado da madeira. Na boa falta um pouquinho de acidez, mas nada que comprometa o agradável resultado final, de um vinho untuoso, sápido e longo.
3D+
3 - Zuccardi Seria A Bonarda 2008
Agradável, com intensos aromas de frutas negras e vermelhas, em especial cassis e cerejas, além de um discreto toque de especiarias. Em boca taninos finos e bem integrados, carecendo também de um pouco de acidez.
3D

4 - Zuccardi Serie A Malbec 2008
Frutas mais maduras, como groselhas, amoras e ameixas, com toques delicados provenientes das barricas, só sobrando um pouco de álcool. Na boca levemente duro, em função dos taninos ainda jovens. Estruturado e longo, repetindo no retrolfato os aromas de groselhas.
3D

5 - Zuccardi Q Malbec 2008
Ainda jovem, com frutas frescas, chocolate, taninos finos e abundantes, acidez velada e boa estrutura. Já está muito bom, mas tem a ganhar com alguns anos em adega.
3D - 4D

6 - Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2006
Mais complexo e equilibrado, com frutos vermelhos e negros maduros, especiarias, chocolate tabaco e notas animais. Na boca é fresco, suculento, com taninos finos e robustos, longo e agradável.
4D

7 - Zuccardi Q Tempranillo 2006
Para muitos, o melhor tinto da Zuccardi, um vinho elegante e macio, equilibrado e complexo, fresco, com taninos muito finos e longa persistência.
4D

Após a degustação, para nossa agradável surpresa, ainda fomos gentilmente presenteados pela Ravin com uma garrafa do Q Malbec, devidamente assinada pelo seu "autor", que ainda permaneceu a disposição para quaisquer dúvidas.
Perguntei-lhe especificamente sobre sua opinião em relação a Malbec como origem de grandes vinhos. No entendimento de Jose Alberto, a Malbec já produz grandes vinhos porém ainda carentes de um maior potencial de guarda, mas sua aposta em especial recai sobre os blends de Malbec e Cabernet Sauvignon. Vamos aguardar o julgamento dos anos, degustando e acompanhando a evolução dos vinhos de nossos vizinhos.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o Post "Degustações e Pontuações"
Abraço e até a próxima.

sábado, 24 de abril de 2010

Degustação Escorihuela Gascón


Existem alguns fatos curiosos a respeito da Escorihuela Gascón, e que muitos não tem conhecimento. Por exemplo, a Escorihuela faz parte do grupo Catena Zapata (pertence a Ernesto Catena, filhos do Sr. Nicolas Catena), e foi também a primeira vinícola argentina a comercializar um vinho 100% Malbec, além de ser uma grande patrocinadora do pólo à cavalo argentino.
Mas a parte disto, a Escorihuela é, antes de mais nada, um produtor confiável, de vinhos de bom custo/benefício, como os que comento a seguir.

1 - Escorihuela Gascón Viognier 2009
Aromático, floral, notas mélicas, off-dry, untuoso, com boca de frutas tropicais maduras e em calda. Longo e agradável.
4D

2 - Família Gascón Tempranillo 2008
Frutado, agradável, macio e correto, com média duração.
3D

3 - Escorihuela Gascón Sangiovese 2008
Fruta intensa, nota tostada e algo químico. Médio corpo, redondo, intenso e agradável, com média duração.
3D

4 - DON 2005
Novo vinho da bodega, que homenageia seu fundador e em breve estará no Brasil. Supreendente, complexo e direto, com tabaco, tostado, fruta madura e baunilha. Na boca, muita fruta, sedoso, encorpado e equilibrado. Longo
5D

Os vinhos foram apresentados durante o 4º Encontro Grand Cru de Sommeliers, por Gustavo Marin, que já há mais de 10 anos responde como enólogo responsável pelos vinhos desta bodega.
No próximo capítulo, Viña Tabalí.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".
Abraço e até a próxima.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Degustação - Cobos 2006


Cobos 2006, 99pts do Sr. Robert Parker, mas.... e daí? É um vinho que realmente vale os mais de R$ 600,00 que custa?

Conforme mencionei em um post anterior, acredito que o vinho não é uma ciência, não cabendo, portanto, pontuações precisas. Afinal, como diferenciar, às cegas, um vinho que recebeu nota 98+ de uma que recebeu 99? Porém, o mercado absorveu de bom grado o sistema de pontuação adotado hoje, principalmente,por Robert Parker e pela Wine Spectator Magazine, utilizando altas pontuações como justificativa para campanhas de marketing agressivas e preços exorbitantes. E é este o caso deste Cobos 2006, importado pela Grand Cru.

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que gostei do vinho, o vinho é sim muito bom, mas R$ 600,00?!?! Aí é demais. O Cobos 2006 é, até o momento, o vinho sul-americano com maior pontuação na imprensa internacional, mas, em minha modesta opinião, não é tão bom quanto o Carmin de Peumo 2003 Concha y Toro (97pts Robert Parker, 5D em minha avaliação) ou o Nicolas Catena Zapata 2004 (98+pts Robert Parker e também 5D em minha avaliação).

Mas, Robert Parker a parte, vamos ao vinho. O Cobos 2006 apresenta uma coloração rubi intensa, com pronunciado reflexo violáceo, discreto halo de evolução e lágrimas finas e abundantes. No nariz é um vinho ainda fechado, precisando de alguns anos de garrafa para mostra todo o seu potencial, mas já apresenta muita fruta em compota, alcaçuz, especiarias e baunilha, bem como notas florais e uma pontinha de álcool, que lembra um pouco um Porto. Na boca, é seco, com uma acidez boa, porém um pouquinho a menos do que o necessário, sem amargor, com boa adstrigência a taninos finos, embora muito poucos. Os 15,5° de álcool sobram, demandando uma decantação de não menos que 1 hora para suavizá-lo, é um vinho bem encorpado e de final longo e agradável.

Embora o vinho não apresente nenhum defeito grave, estava, em minha opinião, um pouquinho desequilibrado, faltando acidez e estrutura para suportarem todo o corpo e álcool, desequilíbrio este que não compromete de modo muito significativo a degustação, porém não era o esperado em um vinho de mais de R$ 600,00.

Acredito que, com alguns anos de garrafa, este vinho pode, em minha escala de avaliação, alcançar a nota 5D, mas hoje classifico-o como 4D.

Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".

Abraço e até a próxima.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Degustação - Tikal Patriota 2007


A Tikal é uma vinícola que pertence a Ernesto Catena, filho de Nicolas Catena, proprietário da Catena Zapata, que graças a um bom trabalho de seu importador, a Mistral, tornou-se para o público brasileiro a grande referência em qualidade dos vinhos argentinos.

Este Patriota em especial, leva este nome por ser produzido a partir das duas castas mais significativas para a vitivinicultura argentina, a Malbec, já bem conhecida por aqui, e a Bonarda, que até bem pouco tempo atrás era a uva tinta mais plantada da Argentina, e que produz vinhos mais delicados que a Malbec.

A combinação das duas neste vinho, na proporção de 60% Bonarda e 40% Malbec, resulta em um vinho de coloração rubi intensa, ainda com reflexos violáceos. No nariz, boa complexidade, com fruta madura, flores, baunilha e especiarias. Na boca um vinho encorpado, com boa acidez e adstrigência, meio de boca agradável e retrogosto longo.

Em minha escala de avaliação, classifico este vinho como 4D.

Dúvidas sobre meus sistema de avaliação? Leia o post "Degustações e Pontuações".

Abraço e até a próxima.

Postagem em destaque

Enoturismo em Mendoza

Como parte de nossa nova parceria com a LATAM Travel Shopping Frei Caneca , teremos no mês de Novembro/2016 um imperdível tour por alguma...