Seguem aqui as notas de degustação de todos os vinhos que provei na Argentina. Mais detalhes sobre esta viagem podem ser encontrados nos próximos posts.
Salta e Patagônia
Bodega del Fin del Mundo (Neuquén-Patagônia)
- Reserva Chardonnay 2010
Agradável e típico. 3D
- Reserva Malbec 2009
Chocolate e fruta madura, com taninos finos e longa duração, leve amargor. 3D
- FIN Pinot Noir 2008
Elegante, mas com uma pontinha de álcool. Taninos delicados. 3D
- Special Blend Reserve 2007
Intenso, ainda fechado, madeira bem marcada, taninos finos. 3D
Bodega Tukma (Cafayate-Salta)
- Tukma Torrontés Reserva 2010
Leve vegetal, ervas frescas, tomilho, algo mineral, bom frescor. 4D
- Tukma Gran Reserva Torrontés 2010
Macio e longo, amanteigado, fruta bem marcada, entremeada por notas da madeira. 3D
- Tukma Malbec Reserva 2009
Fruta intensa, pimenta do reino, taninos finos, longo. 4D
El Porvenir de los Andes (Cafayate-Salta)
- Laborum Torrontés 2010
Mineral e floral; em boca, sápido e fresco. 3D
- El Porvenir 2005
Complexo e encorpado. Longo. 4D
Felix Lavaque (Cafayate-Salta)
- Félix Torrontés 2010
Off-dry, acidez insuficiente, leve amargor e álcool. 2D
Quara Reserva Torrontés 2010
Mais fresco e agradável, mas com o álcool ainda aparente. 3D
Félix 2007
Complexo e equilibrado, com ótima estrutura. 4D
Bodega El Esteco
- Don David Torrontés Reserva 2010
Boa fruta e frescor, com média/longa persistência. 3D
- Altimus 2007
Nariz intenso, com frutas negras, especiarias, tostados. Fino e longo. 4D
Bodega del Desierto (Alto Valle del Rio Colorado-La Pampa-Patagônia)
- Desierto 25/5 Sauvignon Blanc 2010
Muito fresco e cítrico, com discreto toque mineral. 3D
- Desierto 25/5 Malbec 2007
Verde, pirazina, algo rústico. 2D
- Desierto 25/5 Corte Caldén 2006
Muita especiaria, longo, amplo em boca, com finos e abundantes taninos. 4D
- Desierto Pampa 2006
Intenso, fino, com longa persistência. 3D
Família Schroeder (Neuquén-Patagônia)
- Saurus Pinot Noir Barrel Fermented 2008
Delicado, longo e de grande complexidade. 3D+
- Saurus Select Malbec 2007
Mais elegante e fresco que a média dos malbecs. 3D+
- Saurus Select Cabernet Sauvignon 2007
Muito agradável e equilibrado. 3D+
- Família Schroeder 2005
Diferente, corpo médio/alto, com longa persistência. 3D+
La Rioja
Cooperativa La Riojana (Valle de Famantina)
- Santa Florentina Torrontés Riojano 2011
Intensamente floral e frutado, sweet point, fresco e agradável, com notas de melão e pêssego branco. 3D
- Raza Malbec 2011
Fruta madura, baunilha, macio, com poucos taninos. Médio corpo. 3D
- Raza Reserva Malbec 2010
Fruta em geleia, madeira bem marcada, chocolate, tostado intenso, com poucos taninos e leve amargor. 3D
- Santa Florentina Torrontés Dolce (versão mercado americano)
Aromas de fermento, cerveja, doçura equilibrada, leve amargor e mousse grossa e rústica. 1D
- Santa Florentina Torrontés Dolce (versão mercado europeu)
Aromas mais agradáveis, porém discretos, mousse igualmente rústica. 2D
Bodega La Puerta (Valle de Famantina)
- La Puerta Alta Torrontés 2010
Fruta e florais intensos, fresco, macio e ligeiro. 3D
- La Puerta Cabernet Sauvignon 2010
Frutas vermelhas, leve álcool e amargor, taninos ligeiramente rústicos. 2D
- La Puerta Syrah 2010
Discreto vegetal, especiarias, taninos finos e média persistência, com bom frescor. 3D
- La Puerta Alta Malbec/Bonarda 2009
Notas empireumáticas, elegante, persistência média-. 3D
- La Puerta Reserva Bonarda 2007
Empireumático e floral, elegante, macio, fino e com boa persistência. 3D+
- Gran Reserva 2007
Especiarias, baunilha e tostado, médio/encorpado, taninos finos, bom frescor, média/longa persistência. 4D
San Juan
Bodega Callia (Valle de Tullum)
- Callia Reserve Torrontés 2010
Floral, típico e expressivo, com melão e pomelo. Fresco e macio, com leve álcool. 3D
- Callia Reserve Malbec 2010
Intenso e macio, com taninos redondos e média persistência. 3D+
- Callia Magna Shiraz 2009
Austero, com fruta intensa, torrefação e especiarias, longo. Precisa de algum tempo em garrafa. 4D
- Grand Callia 2008
Fruta madura, madeira bem integrada, rosas, especiarias doces, boa acidez. Meio de boca macio, com muita fruta e baunilha. Longo e fino. 4D+
Casa Montes (Valle de Tulum)
- Ampakama Chardonnay 2010
Fresco, cítrico, com abacaxis frescos, boa acidez e maciez, média persistência. 3D
- Ampakama Viognier 2010
Mais fresco e mais cítrico que o chardonnay, com algo de frutas brancas e notas florais. 3D
- Ampakama Torrontés 2011 (amostra de tanque)
Muito aromático, floral intenso, lichias e pêssegos. Fresco, discreta sapidez, boca limpa e macia, com média persistência. 4D
- Don Baltazar Chardonnay/Viognier 2010
Bom frescor, com pera fresca e flores brancas. Corpo médio +, madeira bem colocada. 3D+
- Ampakama Cabernet Sauvignon 2010
Fruta madura, leve baunilha, médio corpo, taninos finos e abundantes. 3D
- Ampakama Syrah 2010
Mais austero que o Cabernet, pimenta e noz moscada, fino, com média persistência. 3D
- Ampakama Syrah/Tannat 2010
Nariz agradável, com fruta bem madura, quase geleia, bom corpo, com finos taninos. 3D+
- Ampakama Malbec 2010
Agradável e macio, ameixa, bom frescor e médio corpo. 3D
- Ampakama Malbec/Merlot 2010
Fruta intensa, doce, fresco e aveludado, média/longa persistência, fino e macio. 3D
- Ampakama Intenso Malbec 2009
Discreto vegetal, mentol, macio, média/longa persistência, agradável baunilha. 3D
- Ampakama Intenso Cabernet Sauvignon 2009
Cassis, leve especiaria, taninos finos e abundantes, agradável, média/longa persistência. 3D+
- Don Baltazar Syrah 2008
Intenso, com madeira bem marcada em boca, taninos finos e média persistência. 3D
- Don Baltazar Cabernet Franc 2008
Fresco, frutado e floral, com boa estrutura e elegância. Agradável, com média/longa persistência. 4D
- Don Baltazar Petit Verdot 2008
Fruta em compota, baunilha, boca intensa, com taninos finos e abundantes. 3D+
- Alzamora Malbec 2007
Pleno, macio e equilibrado, com bom frescor, leve mentol. 4D
- Alzamora Syrah 2007
Bom corpo, macio, com madeira bem presente. 3D+
- Casa Montes 2007 (amostra de barrica)
Fruta intensa, complexo, com especiarias e baunilha, fresco, macio e longo, com taninos muito finos. 4D
Mendoza
Masi Tupungato (Valle de Uco)
- Paso Blanco Pinot Grigio/Torrontés 2010
Muito fresco, com os aromas da torrontés evidentes, leve e agradável, média persistência. 3D
- Paso Doble Malbec/Corvina 2009
Fruta bem madura, tostado e especiarias, leve sapidez, fresco, taninos finos e média/longa persistência. 3D+
- Paso Doble Malbec/Corvina 2008
Perfil aromático um pouco mais evoluído, com discretas notas oxidativas; na boca, mais fruta, limpo, média/longa persistência. 4D
- Corbec 2008 Corvina/Malbec
Fruta em conserva, floral e balsâmico, geleia, longo e macio, com taninos muito finos. 5D
Feira Salentein
Bodega Atamisque
- Catalpa Chardonnay 2010
Frutas tropicais e abacaxi em calda, com boa acidez e média persistência. 3D
- Catalpa Malbec 2009
Frutado, agradável, fresco e fino. 3D
- Atamisque Malbec 2008
Coloração intensa, nariz com fruta madura e madeira marcada. Médio/Encorpado, com taninos bem integrados. 3D+
Diamandes de Uco
- Diamandes de Uco Chardonnay 2010
Baunilha, frutas amarelas e ervas aromáticas. Persistência média/longa. 3D
- Diamandes de Uco Malbec 2010
Fruta intensa, com especiarias e leve floral. Taninos um pouco jovens. 3D
Salentein
- Salentein Reserve Pinot Noir 2009
Fruta fresca, sedoso, agradável e fresco. 3D
- Kilka Malbec 2009
Fruta madura, com notas discretas da madeira e finos taninos. 3D
- Numina 2009
Complexo, frutas, café, especiarias e ervas, com bom corpo, finos taninos e longa persistência. 4D+
Finca La Celia
- La Celia Reserva Malbec 2009
Bem típico, com bom frescor. 3D
- La Celia Elite 2009 (65%Malbec/35%Tannat)
Intenso, tostado e defumado, frutas negras, taninos finos e abundantes. 4D
- Heritage Cabernet Franc 2007
Elegante e fresco, com frutas maduras, taninos finos e bom corpo. 4D
Tamarí
- Tamarí Reserva Malbec 2010
Nariz fino, com muita fruta vermelha madura, macio, com média acidez e taninos finos. 3D
- Tamarí AR Malbec 2007
Coco queimado, mais frescor, bem macio, média/longa persistência. 3D+
- Zhik 2007
Madeira bem integrada e muita fruta. Longa persistência. 4D
Clos de Los Siete
- Clos de Los Siete 2009
Aroma intenso e complexo, off-dry, macio, com taninos presentes, longo. 3D+
- Clos de Los Siete 2008
Nariz mais fino, também off-dry, bom meio de boca, mais intenso, longo. 4D
Feira Executive Hotel
Krontiras
- Doña Silvina Rosado Malbec 2009
Fresco, morangos, leve amargor e média persistência. 3D
- Doña Silvina Malbec 2008
Frutado e concentrado, com taninos finos e abundantes e madeira bem marcada. 3D
- Doña Silvina Reserva Malbec 2007
Complexo, macio, fresco e longo, com um final de boca muito agradável. 4D
Doña Paula
- Doña Paula Estate Sauvignon Blanc 2010
Cítrico, com um leve vegetal, muito fresco, com média/longa persistência. 3D+
- Doña Paula Estate Malbec 2010
Nariz fino, complexo e aromático, agradável, macio e longo. 4D
- Doña Paula Seleccion de Bodega Malbec 2007
Fruta bem madura e madeira bem integrada, macio, fresco e longo. Muito bom. 5D
Domínio del Plata
- Susana Balbo Signature Malbec 2009
Intenso, tostado bem marcado, agradável em boca, taninos equilibrados. 4D
- Ben Marco Expressivo 2008
Complexo, muito fruta escura, longo, fino e agradável. 4D+
- Susana Balbo Torrontés Cosecha Tardia 2010 (Virtuoso Branco)
Nariz muito gosto, com flores, pêssegos e mel. Agradável doçura e untuosidade, apenas faltando um pouquinho de acidez. 3D+
Zuccardi
- Série A Bonarda 2009
Elegante, fresco e aromático, com média/longa persistência. 3D+
- Q Tempranillo 2007
Muito bom... Equilibrado e longo. 4D
- Zeta 2007
Nariz fino e intenso, muita fruta, baunilha, muito frescor e boa estrutura, com longa persistência. 4D
Riglos
- Riglos Gran Malbec 2008
Mineral, mais fruta na boca, fino, longo e agradável. 3D+
- Riglos Gran Cabernet Sauvignon 2008
Fruta sobre madura, redondo, taninos doces, longo e estruturado. 4D
- Riglos Gran Corte 2007 (Malbec/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc)
Muito elegante em boca, macio, com bom potencial de guarda. 4D
Família Bianchi
- Família Bianchi Malbec 2009
Frutas frescas, médio corpo e média/longa persistência. 3D
- Enzo Bianchi Grand Cru 2007 (85%Cabernet Sauvignon /8%Malbec/7%Petit Verdot)
Complexo e encorpado, muito macio e agradável. 4D
Altos Las Hormigas
- Colonia Las Liebres Bonarda 2009
Muito fresco e frutado. Leve e agradável. 4D
- Altos Las Hormigas Malbec UCO 2009
Nariz fino, agradável, leve, macio, média/longa persistência. 3D+
- Altos Las Hormigas Malbec Reserva 2008
Nariz elegante e intenso, longo, com taninos muito finos. 4D
Visita Mendel
- Mendel Semillon 2011
Amostra de tanque não filtrada, abacaxi, ervas, cítricos, floral e cera de abelhas. Fresco, macio, muita fruta e equilíbrio, média/longa persistência. 4D
- Lunta Malbec 2009
Muita Fruta Madura, agradável, encorpado e estruturado, intenso, taninos finos, longo. 4D
- Mendel Malbec 2008
Complexo e intenso, tostado, balsâmico, amplo, muitos e finos taninos. Uau! 5D
- Mendel Unus 2008
Linda coloração, muito brilho, complexo e elegante, bom corpo e ótimo frescor, taninos finos, longo, agradável e harmônico. 5D
- Mendel Unus 2006
Bela cor, fruta mais intensa, floral, madeira mais bem integrada, muito intenso em boca, taninos finos, muito longo. 5D
- Mendel Malbec Finca Remota 2008
Nariz mais fino, com toffe, fruta em geleia, na boca frutas mais frescas, taninos muito bem integrados, muito longo. 5D
Feira Finca Decero
Pulenta
- Pulenta Estate Sauvignon Blanc 2011
Fruta intensa e delicada, melão, limão siciliano, fresco e gostoso, com média/longa persistência. 3D+
- Pulenta Gran Cabernet Franc 2008
Mineral, floral, fruta fresca, encorpado e elegante, com um discreto amargor, longo. 3D+
- Pulenta Gran Corte 2008
Nariz delicado e complexo, bom corpo, muita fruta, leve mineral e longa persistência. 4D
Norton
- Norton Reserva Malbec 2008
Macio, frutado e típico. Média persistência. 3D
- Perdriel Coleccion Cabernet Sauvignon 2007
Fruta, especiaria e pimentão, bom corpo, finos taninos e média/longa persistência. 4D
- Privado 2008
Nariz um pouco mais intenso, boa fruta, leve tostado, leve amargor, taninos finos e média/longa persistência. 3D+
Bodega Séptima
- Séptimo Dia Cabernet Sauvignon 2009
Leve mineral, boa fruta, algo de floral, elegante e agradável. 4D
- Séptima Gran Reserva 2009 (Malbec/Cabernet Sauvignon/Tannat)
Bom nariz, amplo em boca, taninos finos, agradável. 3D+
Filus
- Filus Malbec 2010
Agradável, com boa fruta e taninos finos, mas falta um pouco de acidez. 3D
- Filus Reserve 2009
Mais complexo, com algo de especiarias e ervas, macio, com média persistência. 3D+
Clos de Chacras
- Cavas de Crianza Malbec 2008
Um pouco verde, mas agradável, arruda, menta, fresco e de médio corpo. 3D+
- Clos de Chacras Cabernet Sauvignon 2008
Fruta mais fresca, pimenta negra, leve vegetal, boa boca, retrogosto agradável. 4D
- Gran Estirpe 2006
Boa Complexidade, boa boca, com taninos finos e média/longa persistência. 4D
Kaiken
- Kaiken Corte 2008 (80%Malbec/18%Bonarda/2%Petit Verdot)
Aromático e fresco, médio, fino e agradável. 3D+
- Kaiken Ultra Malbec 2009
Fruta fresca, agradável, macio, fresco, média/longa persistência. 3D+
- Kaiken Ultra Cabernet Sauvignon 2008
Nariz mais intenso, fruta madura e tostado, caramelo, fresco, agradável e equilibrado, com taninos finos e abundantes, longevo. 4D
Pascual Toso
- Pascual Toso Cabernet Sauvignon Reserva 2008
Nariz delicado, fresco, agradável e macio, boa fruta. 3D+
- Pascual Toso Alta Reserva Syrah 2007
Especiarias e boa fruta, bom corpo, leve amargor, longo e agradável. 3D+
- Pascual Toso Single Vineyard Finca Pedregal 2006
Complexo, balsâmico, muito macio, fresco, longo e agradável. 4D
Finca Decero
- Decero Malbec 2009
Floral e frutado, fresco, médio corpo, muito agradável. 3D+
- Decero Cabernet Sauvignon 2008
Nariz delicado, complexo, frutas, especiarias e baunilha. Bom ataque e bom corpo, fino e longo. 4D
- Decero Amano 2008 (64%Malbec/30%Cabernet Sauvignon/4%Petit Verdot/2%Tannat)
Complexo e bem integrado, frutas, flores, madeira e tostados, bom corpo, fresco, longo e fino. 4D+
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".
Grande Abraço e até a próxima.
sábado, 25 de junho de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Degustando os Top Ten da Expovinis
A foto acima, para alguns, pode representar um momento de diversão,mas acreditem, é trabalho duro! Certamente um trabalho prazeiroso, mas ainda assim trabalho...
Mediante um convite de Jorge Lucki, participei, pela primeira vez, do júri que elegeu o Top Ten da Expovinis. E experiência, por si só, já traz muito conhecimento, afinal, ao degustar as cegas temos a oportunidade de julgar o vinho sem preconceitos, baseados apenas no que encontramos na taça, mas, além disso, colabora também no processo a oportunidade de degustar ao lado de alguns dos mais reconhecidos e experientes degustadores do país, sendo estes Gerson Lopes (ABS-MG/ Estado de Minas), Gustavo Andrade de Paulo (ex-presidente da ABS-SP/ Wine Style), Jorge Carrara (Prazeres da Mesa/ Folha de S.Paulo), José Luiz Pagliari (SBAV-SP / Senac-SP), José Maria Santana (Gosto), Marcelo Copello (site Mar de Vinhos), Marcio Oliveira (SBAV-MG e editor do Vinotícias), e Roberto Gerosa (iG e responsável pelo Blog do Vinho), além dos responsáveis pela organização da degustação, José Ivan dos Santos e Jorge Lucki.
As degustações aconteceram da sede da Fecomercio, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de abril. Os 156 vinhos foram divididos em dez categorias (as mesmas da premiação) e são trazidos aos degustadores já nas taças, devidamente numeradas, e na mesma temperatura. Cada jurado degusta e pontua os vinhos individualmente, sem comunicar-se com os demais, e insere as notas em um Ipad com um aplicativo desenvolvido pela Wine Tag, que já fazia os cálculos das médias, excluindo sempre a nota mais alta e a mais baixa de cada amostra. Os resultados foram divulgados apenas no primeiro dia da Expovinis. Abaixo a foto dos campeões:


Reproduzo agora uma análise do jurado Márcio Oliveira, do Boletim Vinotícias, sobre cada um dos vencedores. Vocês podem achar que foi preguiça de escrever, mas o fato é que o texto dele ficou muito bom, e bem objetivo.
" Os TOP TEN PELO JURI DO EVENTO:
■ Espumante Nacional: um painel bastante concorrido com 17 amostras. O vinho ganhador do TOP TEN foi o Casa Valduga 130 Brut (Casa Valduga). O espumante é elaborado pelo método champenoise, considerado entre os melhores espumantes do Brasil e coleciona medalhas internacionais. Com garrafa de design diferenciado e rótulo elegante, permanece após a refermentação em garrafa de 48 a 60 meses maturando.
■ Espumante Importado: poucas amostras de vinhos enviadas, saindo vencedor o único champagne do painel, o Cuvée Charles Gardet 2000 (Del Maipo).
■ Branco Sauvignon Blanc: um painel que mostrou algumas amostras bem típicas da casta, com nítidos aromas de maracujá azedo. O vencedor foi o chileno Casas Del Bosque Pequeñas Producciones Sauvignon Blanc 2009 (Obra Prima), que realmente é um vinho que arrebata prêmios por onde passa : Vinhedos plantados no Valle de Casablanca, com Sauvignon Blanc 100% e condução do vinhedo em Espaldeira. Passa 3 meses em barril de Carvalho francês. Notas de degustação: cor - amarelo palha. Origina-se no terroir mais frio do Valle de Casablanca, onde obtém grande expressividade. Uma elegante acidez, notas cítricas minerais e de grande fineza. É um vinho concentrado e com final elegante. Enólogo: David Morrison. Premiações: Medalha de Ouro Decanter Worl Wine Awards U.K. 2009 Wine Advocate U.S.A. 2008 - 91 PT Descorchados Wine Guide Chile 2008 - 93 PT Mujer & Vino Wine Guide 2008 - 1º Lugar em Brancos
■ Branco Chardonnay: painel bastante concorrido, com presença de 15 amostras. Vinhos puxando pela fruta em contraposição a vinhos bem a madeira bem integrada. Confesso que fui vencido pela qualidade do escolhido, Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay 2005 (KMM Vinhos). A Vinícola Giaconda elabora alguns dos mais procurados e raros vinhos australianos. Estes vinhos super-premium tem estilo inspirado nas tradicionais técnicas francesas de enologia. O início humilde no início dos anos 80, com um pequeno vinhedo de três hectares e vinícola “low-tech”, feita com tijolos artesanais e granito próprio do local, surpreendeu pela qualidade. Outrora engenheiro, o proprietário e enólogo Rick Kinzbrunner (Winemaker of the Year 2003, Qantas/Australian Gourmet Traveller) lançou primeiro o Cabernet Sauvignon em 1985, seguido pelo Chardonnay 1986. Desde então, os vinhos Giaconda ascenderam a super-cult status. Em 2007, a revista inglesa Decanter o elegeu entre os “Top 10 Enólogos de Vinhos Brancos do Mundo". Sobre o vinho: Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay 2005 - REGIÃO: Beechworth, Victoria – Austrália. Corte: 93% Chardonnay, 7% Roussanne. ÁLCOOL: 13,5%. Notas de Degustação: O vinho é totalmente fermentado em carvalho francês, sendo em 30% de barris novos. Passou por fermentação maloláctica. Originalmente a mistura era 85% Chardonnay e 15% Roussanne, conforme as videiras de Chardonnay foram envelhecendo, a quantidade de Roussanne foi sendo reduzida, sem mudar o estilo. O vinho evidencia aromas de frutas secas como aveia, avelã, e frutas amarelas como pêssego, damasco e ainda frutas tropicais. Paladar fresco e limpo com suculenta uva Chardonnay e rico na influência da Roussanne. Final excelente, textura longa, cremosa, com carvalho, notas minerais e acidez: uma soma que leva à complexidade e satisfação. Para se obter o máximo deste vinho, deve-se envelhecê-lo de dois até cinco anos.
■ Branco Outras Castas: 15 amostras no painel que revelou como vencedor o Morgado De Sta Catherina Bucelas Reserva Arinto 2008 (Interfood). Nariz elegante, fruta tropical, notas florais, defumadas e persistência aromática. Amarelo citrino, boca de grande sabor, frescura e mineralidade. O vinho descansa 9 meses sobre borras com bâtonnage. Criado com 100% Arinto. Álcool: 13,4%. Harmonização: Peixes, Aves, Queijos e Ostras. Produzido pela COMPANHIA DAS QUINTAS: A Companhia das Quintas é uma das maiores empresas portuguesas de vinhos e bebidas alcoólicas. Desde sua origem, em 1999, a Companhia das Quintas tem dinamizado fortemente o setor e hoje é uma referência em Portugal com seus vinhos oriundos de regiões emblemáticas do país.
■ Rosado: um painel onde tradicionalmente estão presentes vários vinhos provenientes da Provence. O domínio francês mostrou mais uma vez como vencedor o Château De Pourcieux Côtes De Provence 2010 (Cantu), aliás, vencedor pela quarta vez. Vinho rosé elaborado com uvas: 50% Syrah, 30% Grenache, e 20% Cinsault. Apresenta uma coloração salmão brilhante com intenso aroma de morango, frutos vermelhos e flores (lilás). Ao paladar, revela-se frutado com destaque para frutos vermelhos como morango. É um vinho refrescante e revigorante. Acompanha bem saladas, frango assado e carnes frias.
■ Tinto Nacional: outro painel muito concorrido, com 32 amostras enviadas. O vencedor foi o Pizzato DNA 99 2005 (Pizzato). Em 1999, primeira safra vinificada pela PIZZATO, foram elaboradas apenas 15.500 garrafas: O PIZZATO Merlot 1999. Ao ser lançado em setembro de 2000, o vinho passou a ser referência para o potencial do varietal merlot no Vale dos Vinhedos. Atualmente, a merlot é considerada a uva que apresenta os melhores resultados para os vinhos tintos do Brasil. A partir do mesmo vinhedo que deu origem ao grande Pizzato Merlot 1999, a Pizzato apresenta este exclusivo merlot da safra 2005, ano em que as condições de desenvolvimento das uvas foram muito próximas a safra de 1999. Vinho encorpado com bom potencial de envelhecimento, amadurecido por 9 meses em barris de carvalho francês de primeiro uso. Apresenta aromas frutados e empireumáticos na boca macio e pleno, com retrogosto prolongado.
■ Tinto Novo Mundo: painel com 28 amostras, com presença de vários malbecs argentinos sugeridos pelos taninos macios. O vencedor Jim Barry The Mcrae Wood Shiraz 2005 (KMM Vinhos) encantou-me. Vem da região de Clare Valley (Austrália do Sul), feito 100% Shiraz. ÁLCOOL: 15,5%. Em 1964 Jim Barry adquiriu 70 acres de terra de Duncan McRae Wood, na região de Armagh, em Clare Valley, pagando £50 por acre. Nas últimas três décadas, a vinícola Jim Barry acumulou considerável experiência sobre as suas videiras e os vinhos produzidos em Clare Valley. Através deste conhecimento, selecionados vinhedos de Shiraz tiveram sua produtividade reduzida para aumentar a intensidade e a qualidade da fruta. A pequena região de Clare Valley representa menos de 1.5% do total da produção australiana de vinhos. A temporada ofereceu condições perfeitas para o desenvolvimento, com uma primavera quente. Já em janeiro e fevereiro as temperaturas máximas foram levemente abaixo do normal e as chuvas que caíram foram benéficas para deixar as vinhas saudáveis. Recebeu 94 pontos de James Halliday em seu Australian Wine Companion 2009. Notas de Degustação: um belo Shiraz, mostrando vibrante coloração vermelho-rubi e violeta. O aroma apresenta frutas escuras: amora preta, framboesa e amora, com notas de violeta e noz-moscada. O paladar é denso, com sabores de ameixa, alcaçuz, cereja preta, café e especiarias. Com taninos elegantes e moderados, enquanto o final apresenta excelente persistência. Passou por 15 meses em barricas de carvalho americano. Ideal para beber agora ou aguardar até 2020.
■ Tinto Velho Mundo: 23 amostras enviadas, num painel que destacou como vencedor o Roquette & Cazes 2007 (Qualimpor). Nasceu de uma parceria entre a família Roquete da Quinta do Crasto (Douro, Portugal) e a família Cazes do Chateau Lynch-Bages (Bordeaux, França), o Roquette & Cazes é um vinho de troca de experiências e conhecimentos. Nada melhor do que aproveitar a tecnologia de vinificação francesa no “terroir” do Douro. Vinho produzido na Região Douro, a partir das castas 60% Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz. Estagiou em barricas de carvalho frances (70% novas e 30% de um ano) durante 18 meses. Apresenta uma cor rubi intensa, com excelente complexidade aromática, com notas de frutos vermelhos muito limpos, elegantes especiarias e suaves notas balsâmicas. Na boca é um vinho elegante, que evolui para um volume e estrutura compacta de taninos macios e firmes. Agradável sensação de fruto de bosque em perfeita harmonia com suaves notas de especiaria fina. Final de grande solidez, frescura e persistência.
■ Doce/fortificado: painel com 8 amostras onde o vencedor foi o Justino’s Boal 10 Years (Casa Flora e Porto a Porto), que pode ser um belo vinho de aperitivo, ou servido com queijos, segundo harmonização sugerida pelo consagrado João Pires, melhor sommelier de Portugal e que alcançou no ano passado o titulo de master sommelier, grau maior almejado para quem trabalha com a arte de servir em restaurantes e que é outorgado pela Court of Master Sommelier, fundada em 1977 - apenas 170 profissionais conseguiram o título de master sommelier até hoje."
■ Espumante Nacional: um painel bastante concorrido com 17 amostras. O vinho ganhador do TOP TEN foi o Casa Valduga 130 Brut (Casa Valduga). O espumante é elaborado pelo método champenoise, considerado entre os melhores espumantes do Brasil e coleciona medalhas internacionais. Com garrafa de design diferenciado e rótulo elegante, permanece após a refermentação em garrafa de 48 a 60 meses maturando.
■ Espumante Importado: poucas amostras de vinhos enviadas, saindo vencedor o único champagne do painel, o Cuvée Charles Gardet 2000 (Del Maipo).
■ Branco Sauvignon Blanc: um painel que mostrou algumas amostras bem típicas da casta, com nítidos aromas de maracujá azedo. O vencedor foi o chileno Casas Del Bosque Pequeñas Producciones Sauvignon Blanc 2009 (Obra Prima), que realmente é um vinho que arrebata prêmios por onde passa : Vinhedos plantados no Valle de Casablanca, com Sauvignon Blanc 100% e condução do vinhedo em Espaldeira. Passa 3 meses em barril de Carvalho francês. Notas de degustação: cor - amarelo palha. Origina-se no terroir mais frio do Valle de Casablanca, onde obtém grande expressividade. Uma elegante acidez, notas cítricas minerais e de grande fineza. É um vinho concentrado e com final elegante. Enólogo: David Morrison. Premiações: Medalha de Ouro Decanter Worl Wine Awards U.K. 2009 Wine Advocate U.S.A. 2008 - 91 PT Descorchados Wine Guide Chile 2008 - 93 PT Mujer & Vino Wine Guide 2008 - 1º Lugar em Brancos
■ Branco Chardonnay: painel bastante concorrido, com presença de 15 amostras. Vinhos puxando pela fruta em contraposição a vinhos bem a madeira bem integrada. Confesso que fui vencido pela qualidade do escolhido, Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay 2005 (KMM Vinhos). A Vinícola Giaconda elabora alguns dos mais procurados e raros vinhos australianos. Estes vinhos super-premium tem estilo inspirado nas tradicionais técnicas francesas de enologia. O início humilde no início dos anos 80, com um pequeno vinhedo de três hectares e vinícola “low-tech”, feita com tijolos artesanais e granito próprio do local, surpreendeu pela qualidade. Outrora engenheiro, o proprietário e enólogo Rick Kinzbrunner (Winemaker of the Year 2003, Qantas/Australian Gourmet Traveller) lançou primeiro o Cabernet Sauvignon em 1985, seguido pelo Chardonnay 1986. Desde então, os vinhos Giaconda ascenderam a super-cult status. Em 2007, a revista inglesa Decanter o elegeu entre os “Top 10 Enólogos de Vinhos Brancos do Mundo". Sobre o vinho: Giaconda Nantua Vineyard Chardonnay 2005 - REGIÃO: Beechworth, Victoria – Austrália. Corte: 93% Chardonnay, 7% Roussanne. ÁLCOOL: 13,5%. Notas de Degustação: O vinho é totalmente fermentado em carvalho francês, sendo em 30% de barris novos. Passou por fermentação maloláctica. Originalmente a mistura era 85% Chardonnay e 15% Roussanne, conforme as videiras de Chardonnay foram envelhecendo, a quantidade de Roussanne foi sendo reduzida, sem mudar o estilo. O vinho evidencia aromas de frutas secas como aveia, avelã, e frutas amarelas como pêssego, damasco e ainda frutas tropicais. Paladar fresco e limpo com suculenta uva Chardonnay e rico na influência da Roussanne. Final excelente, textura longa, cremosa, com carvalho, notas minerais e acidez: uma soma que leva à complexidade e satisfação. Para se obter o máximo deste vinho, deve-se envelhecê-lo de dois até cinco anos.
■ Branco Outras Castas: 15 amostras no painel que revelou como vencedor o Morgado De Sta Catherina Bucelas Reserva Arinto 2008 (Interfood). Nariz elegante, fruta tropical, notas florais, defumadas e persistência aromática. Amarelo citrino, boca de grande sabor, frescura e mineralidade. O vinho descansa 9 meses sobre borras com bâtonnage. Criado com 100% Arinto. Álcool: 13,4%. Harmonização: Peixes, Aves, Queijos e Ostras. Produzido pela COMPANHIA DAS QUINTAS: A Companhia das Quintas é uma das maiores empresas portuguesas de vinhos e bebidas alcoólicas. Desde sua origem, em 1999, a Companhia das Quintas tem dinamizado fortemente o setor e hoje é uma referência em Portugal com seus vinhos oriundos de regiões emblemáticas do país.
■ Rosado: um painel onde tradicionalmente estão presentes vários vinhos provenientes da Provence. O domínio francês mostrou mais uma vez como vencedor o Château De Pourcieux Côtes De Provence 2010 (Cantu), aliás, vencedor pela quarta vez. Vinho rosé elaborado com uvas: 50% Syrah, 30% Grenache, e 20% Cinsault. Apresenta uma coloração salmão brilhante com intenso aroma de morango, frutos vermelhos e flores (lilás). Ao paladar, revela-se frutado com destaque para frutos vermelhos como morango. É um vinho refrescante e revigorante. Acompanha bem saladas, frango assado e carnes frias.
■ Tinto Nacional: outro painel muito concorrido, com 32 amostras enviadas. O vencedor foi o Pizzato DNA 99 2005 (Pizzato). Em 1999, primeira safra vinificada pela PIZZATO, foram elaboradas apenas 15.500 garrafas: O PIZZATO Merlot 1999. Ao ser lançado em setembro de 2000, o vinho passou a ser referência para o potencial do varietal merlot no Vale dos Vinhedos. Atualmente, a merlot é considerada a uva que apresenta os melhores resultados para os vinhos tintos do Brasil. A partir do mesmo vinhedo que deu origem ao grande Pizzato Merlot 1999, a Pizzato apresenta este exclusivo merlot da safra 2005, ano em que as condições de desenvolvimento das uvas foram muito próximas a safra de 1999. Vinho encorpado com bom potencial de envelhecimento, amadurecido por 9 meses em barris de carvalho francês de primeiro uso. Apresenta aromas frutados e empireumáticos na boca macio e pleno, com retrogosto prolongado.
■ Tinto Novo Mundo: painel com 28 amostras, com presença de vários malbecs argentinos sugeridos pelos taninos macios. O vencedor Jim Barry The Mcrae Wood Shiraz 2005 (KMM Vinhos) encantou-me. Vem da região de Clare Valley (Austrália do Sul), feito 100% Shiraz. ÁLCOOL: 15,5%. Em 1964 Jim Barry adquiriu 70 acres de terra de Duncan McRae Wood, na região de Armagh, em Clare Valley, pagando £50 por acre. Nas últimas três décadas, a vinícola Jim Barry acumulou considerável experiência sobre as suas videiras e os vinhos produzidos em Clare Valley. Através deste conhecimento, selecionados vinhedos de Shiraz tiveram sua produtividade reduzida para aumentar a intensidade e a qualidade da fruta. A pequena região de Clare Valley representa menos de 1.5% do total da produção australiana de vinhos. A temporada ofereceu condições perfeitas para o desenvolvimento, com uma primavera quente. Já em janeiro e fevereiro as temperaturas máximas foram levemente abaixo do normal e as chuvas que caíram foram benéficas para deixar as vinhas saudáveis. Recebeu 94 pontos de James Halliday em seu Australian Wine Companion 2009. Notas de Degustação: um belo Shiraz, mostrando vibrante coloração vermelho-rubi e violeta. O aroma apresenta frutas escuras: amora preta, framboesa e amora, com notas de violeta e noz-moscada. O paladar é denso, com sabores de ameixa, alcaçuz, cereja preta, café e especiarias. Com taninos elegantes e moderados, enquanto o final apresenta excelente persistência. Passou por 15 meses em barricas de carvalho americano. Ideal para beber agora ou aguardar até 2020.
■ Tinto Velho Mundo: 23 amostras enviadas, num painel que destacou como vencedor o Roquette & Cazes 2007 (Qualimpor). Nasceu de uma parceria entre a família Roquete da Quinta do Crasto (Douro, Portugal) e a família Cazes do Chateau Lynch-Bages (Bordeaux, França), o Roquette & Cazes é um vinho de troca de experiências e conhecimentos. Nada melhor do que aproveitar a tecnologia de vinificação francesa no “terroir” do Douro. Vinho produzido na Região Douro, a partir das castas 60% Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz. Estagiou em barricas de carvalho frances (70% novas e 30% de um ano) durante 18 meses. Apresenta uma cor rubi intensa, com excelente complexidade aromática, com notas de frutos vermelhos muito limpos, elegantes especiarias e suaves notas balsâmicas. Na boca é um vinho elegante, que evolui para um volume e estrutura compacta de taninos macios e firmes. Agradável sensação de fruto de bosque em perfeita harmonia com suaves notas de especiaria fina. Final de grande solidez, frescura e persistência.
■ Doce/fortificado: painel com 8 amostras onde o vencedor foi o Justino’s Boal 10 Years (Casa Flora e Porto a Porto), que pode ser um belo vinho de aperitivo, ou servido com queijos, segundo harmonização sugerida pelo consagrado João Pires, melhor sommelier de Portugal e que alcançou no ano passado o titulo de master sommelier, grau maior almejado para quem trabalha com a arte de servir em restaurantes e que é outorgado pela Court of Master Sommelier, fundada em 1977 - apenas 170 profissionais conseguiram o título de master sommelier até hoje."
Minhas escolhas particulares não foram, em algumas categorias, exatamente as mesmas do restante do júri, porém, em respeito ao trabalho coletivo que realizamos, me reservo ao direito de não revelá-las. No entanto, em futuros posts, devo escrever um pouco sobre alguns vinhos que chamaram minha atenção em meio a tantas amostras degustadas.
Espero que tenham gostado. Grande abraço, e até a próxima.
sábado, 30 de abril de 2011
Uma Harmonização Inusitada: Vinho X Comida X Café

Em primeiro lugar, retomando o assunto do último post, a quem possa interessar, sim, eu ganhei o Portugal Wine Expert, e aproveito aqui para agradecer aos organizadores do concurso, às minhas duas oponentes da final, que por sinal se saíram muito bem, e a todos aqueles que de alguma forma me apoiaram e/ou torceram por mim. Agora, vem a viagem a Portugal, que por certo será muito proveitosa, e tem início uma nova fase de estudos e preparação para os concursos Paulista e Brasileiro de sommeliers.
Mas, de volta aos cafés, esta foi uma experiência muito especial. Fui convidado pela Revista Espresso, publicação especializada em cafés, e fazer parte de um time que produzirá a cada edição uma harmonização entre vinho, comida e café. A premissa, por si só, já parece estranha, afinal, aprendemos em qualquer curso básico de degustação que o café, devido as suas características marcantes de aroma e sabor, não é compatível com a adequada degustação de vinhos.
Além do mais, estamos acostumados a imaginar e posicionar o café ao fim das refeições, ou, no máximo, acompanhando a sobremesa, e não a mesa durante toda a refeição, acompanhando todos os pratos. Porém, o desafio me empolgou, e lá fui eu me encontrar com o restante do time para colocar em práticas as idéias que já havíamos discutido por e-mail.
A experiência teve lugar no ótimo Restaurante Friccò, na Vila Mariana, comandado pelo talentoso Chef Sauro Scarabota, um italiano da Úmbria que reproduz aqui os pratos de sua terra natal, com um toque de leveza e contemporaneidade, além de uma importante preocupação com a qualidade dos ingredientes. Já os cafés ficaram por conta do especialista Ensei Neto, consultor ligado a Specialty Coffe Association of America.
O café degustado e harmonizado foi o Chapadão de Ferro, produzido por Ruvaldo Delarisse, no cerrado mineiro, em solos de origem vulcânica a 1.200 msnm, o que resulta em um café complexo, de equilibrada acidez, e intensa mineralidade. Já o prato foi um Spaghetti do Norcino, com molho sugo, e uma linguiça artesanal feita pela próprio Chef Sauro, segundo a tradição da Úmbria, apenas com um pouco menos de sal e gordura. Para completar o trio, o vinho selecionado foi o Montefalco Rosso 2006, da Azienda Borgese, um corte de Sangiovese, Sagrantino e Merlot.
O vinho em especial, apresentava coloração rubi intenso, com discreto sinal de evolução, um nariz muito agradável, com fruta madura, cerejas, leve tostado e um toque de especiarias. Em boca, médio/encorpado, com boa acidez e taninos bem marcados, típicos da casta Sagrantino, com média/longa persistência.
Um vinho que classifico como 3D.
O resultado final, verificando e avaliando a interação entre comida e vinho, comida e café, e café e vinho, foi deveras interessante, mostrando para mim uma nova faceta no amplo universo da harmonização entre bebidas e comida. Mas, este é um resultado que vocês só poderão conferir na edição de junho da Espresso, ok. Mas depois da publicação dou mais alguns detalhes por aqui.
Não percam, então, a próxima edição da Espresso. Quem tiver interesse em conferir a edição de março, que está nas bancas, esta tráz uma materia sobre harmonização entre queijos e café. Bem legal!!
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações".Grande abraço e até a próxima.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
De Volta aos Concursos, com Portugal Wine Expert

Como alguns leitores já sabem, em 2009 fui vice-campeão no Concurso Paulista de Sommeliers, e 3° colocado no Concurso Brasileiro, colocações estas que, considerando minha falta de experiência em concursos de sommeliers, muito me alegraram, e serviram de incentivo para iniciar um processo de preparação continua, visando a vitória no próxima Concurso Brasileiro, a ser realizado entre este ano e ano que vem.
Como parte deste processo, participei do Concurso Portugal Wine Expert, organizado por José Santanita, da Wine Academy Portugal, sob os augúrios da Viniportugal e da Associação Portuguesa de Escanções. Após uma semana de curso, duas provas teóricas e uma prática, foram selecionados três finalistas, entre os quais, para minha felicidade, eu me encontro, juntamente com Thais Yumi, do Emiliano, e Mariana de Campos, da Importadora Tahaa. O anúncio foi feito segunda feira, em um evento para a imprensa no Consulado de Portugal em São Paulo.
Agora, seguem alguns dias a mais de estudo e preparação para a grande final, que será realizada em plena Expovinis, no dia 27/04, próxima quarta feira.
Espero poder contar com a torcida e apoio de vocês. Agora, com sua licença, mas eu preciso estudar...
Grande Abraço
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Expovinhoff e Expovinis, Uma Semana Agitada!!!
A semana que vem será das mais agitadas no mercado de vinhos, com a realização de duas feiras em São Paulo.
A primeira será no dia 25, segunda feira. Será a segunda edição do Encontro de Vinhos Off (Expovinhoff para os íntimos), que antecede a Expovinis e serve de vitrine para vários produtores e/ou importadoras que por várias razões decidiram ou não participar desta, ou participar de ambas as feiras.
A organização corre por conta dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte), e Beto Duarte (Papo de Vinho), que escolheram como local do evento deste ano a Pizzaria Bendita Hora, em Perdizes. Um evento por certo imperdível. Maiores informações no site do Encontro de Vinhos.
Já a partir de terça feira, dia 26, começa a 15ª Expovinis, a maior feira de vinhos da América Latina, no Pavilhão da Expo Center Norte. São três dias, contando com a presença de muitos dos principais nomes do mercado nacional, além de várias associações nacionais e/ou regionais, além de produtores individuais.
A feira conta com uma ampla programação paralela de eventos, degustações e palestras, que podem ser encontrados no site da Expovinis.
Uma feliz coincidência entre as feiras, e que em ambas eu farei parte do corpo de jurados que selecionarão os melhores vinhos da cada uma delas. No caso do Encontro de vinhos, a seleção se dará no próprio dia do evento, e na Expovinis passei no último fim de semana por uma pequena maratona, degustando mais de 160 vinhos, totalmente às cegas, selecionando vinhos que eu, assim como vocês, só saberei quais são no primeiro dia da feira. Em um próximo post conto um pouco mais sobre esta experiência.
Marquem então em suas agendas, dia 25/04, Encontro de Vinhos na Pizzaria Bendita Hora, e dias 26, 27 e 28, Expovinis, na Expo Center Norte. No vemos por lá.
Até a próxima.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sesmarias 2008, o Ícone da Miolo
Tive a oportunidade de degustar este grande vinho recentemente.
Trata-se um projeto ousado da Miolo, que visa produzir um vinho brasileiro de classe internacional. O vinho é produzido a partir de dez castas, plantadas em parcelas dos vinhedos da Fortaleza do Seival, na Campanha Gaúcha. Após a vinificação em separado das dez, 100% em barricas, é feita a seleção das 6 castas que farão parte do corte final. O 2008 em especial é composto das castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Tannat, Tempranillo e Touriga Nacional, em percentagens não informadas, e passa por um estágio de 18 meses em barricas, já após o corte.
Trata-se de um vinho de coloração rubi profunda, ainda com notas violáceas. O nariz é intenso, concentrado e complexo, com frutas negras maduras, especiarias, e um tostado bem evidente. Em boca, é um vinho potente e razoavelmente equilibrado, mas com os taninos discretamente rugosos. No fim de boca as notas tostadas e especiadas voltam com intensidade.
Um vinho que classifico como 4D.
Agora um aparte. Vejam bem, eu gostei do vinho e o avaliei bem, no entanto, em nenhum momento senti que se tratava de um grande vinho brasileiro, mas apenas de um grande vinho. Um trabalho maravilhoso, de uma equipe de enólogos dos mais competentes, liderados por ninguém menos que Michel Rolland, mas mesmo assim (ou talvez por conta disso), um vinho de cantina, produzido com uvas de grande qualidade e com as mais avançadas técnicas, mas que em nenhum momento demonstra ser um vinho de terroir. Repito, o vinho é muito bom, e provavelmente, em uma degustação as cegas, receberia notas elevadas de minha parte, mas, até o momento, continuo ansioso por descobrir o verdadeiro caráter do terroir nacional.
Trata-se um projeto ousado da Miolo, que visa produzir um vinho brasileiro de classe internacional. O vinho é produzido a partir de dez castas, plantadas em parcelas dos vinhedos da Fortaleza do Seival, na Campanha Gaúcha. Após a vinificação em separado das dez, 100% em barricas, é feita a seleção das 6 castas que farão parte do corte final. O 2008 em especial é composto das castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Tannat, Tempranillo e Touriga Nacional, em percentagens não informadas, e passa por um estágio de 18 meses em barricas, já após o corte.
Trata-se de um vinho de coloração rubi profunda, ainda com notas violáceas. O nariz é intenso, concentrado e complexo, com frutas negras maduras, especiarias, e um tostado bem evidente. Em boca, é um vinho potente e razoavelmente equilibrado, mas com os taninos discretamente rugosos. No fim de boca as notas tostadas e especiadas voltam com intensidade.
Um vinho que classifico como 4D.
Agora um aparte. Vejam bem, eu gostei do vinho e o avaliei bem, no entanto, em nenhum momento senti que se tratava de um grande vinho brasileiro, mas apenas de um grande vinho. Um trabalho maravilhoso, de uma equipe de enólogos dos mais competentes, liderados por ninguém menos que Michel Rolland, mas mesmo assim (ou talvez por conta disso), um vinho de cantina, produzido com uvas de grande qualidade e com as mais avançadas técnicas, mas que em nenhum momento demonstra ser um vinho de terroir. Repito, o vinho é muito bom, e provavelmente, em uma degustação as cegas, receberia notas elevadas de minha parte, mas, até o momento, continuo ansioso por descobrir o verdadeiro caráter do terroir nacional.
Dúvidas sobre meu sistema de pontuação? Leia o post "Degustações e Pontuações"
Grande abraço e até a próxima.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Antônio Saramago e Scancio em Campinas!!!
O "bombomzinho" de Antônio Saramago E Faço aqui um convite muito especial para todos os apreciadores de bons vinhos. Dia 19/04 receberemos no Olivetto Restaurante o talentoso e reconhecido enólogo Antônio Saramago, para um Wine Dinner muito especial, onde ele apresentará ao público algumas de suas principais criações.e
Com o apoio da Importadora Viníssimo, poderemos degustar os vinhos Risco 2008, e Antônio Saramago Reserva 2005, ambos 100% Castelão, produzidos na Península de Setúbal, um sem e o outro com madeira, e que demonstram todo o potencial desta casta no terroir selecionado por Antônio Saramago.p
Além destes dois exemplares do portfólio da Antônio Saramago Vinhos, teremos também o lançamento dos vinhos Scancio Reserva 2008 e Private Selection 2005. Tratam-se de dois vinhos feitos em homenagem aos sommeliers, com o apoio do sommelier português José Carlos Santanita, e do especialista brasileiro Arthur Azevedo. Ambos são alentejanos, e como já tive a oportunidade de degustá-los, posso afirmar, são muito bons!p
Por fim, Antônio Saramago nos apresentará seu "bombomzinho", o JMS Moscatel de Setúbal Superior 1993, vinho exclusivíssimo, do qual foram produzidas apenas 1000 garrafas de 375ml, e com um preço acima de R$ 500,00 a unidade, grande "xodó" do enólogo.o
Como de costume nos Wine Dinners do Olivetto, os vinhos serão acompanhados por um menu cuidadosamente desenhado pelo Chef Fábio Amaral e por mim, visando a perfeita harmonização de todos os elementos. Um jantar imperdível.o
Maiores informações pelo telefone 19-3294-8133,ou pelo e-mail contato@olivettorestaurante.com.br o
Espero por vocês.
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